A administração de anestésicos locais em pacientes pediátri...

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Q3910704 Odontologia
A administração de anestésicos locais em pacientes pediátricos exige rigoroso controle da dosagem volumétrica para evitar a toxicidade sistêmica decorrente da rápida absorção tecidual. O uso da Articaína (Cloridrato de Articaína) tem sido discutido em Odontopediatria devido à sua alta lipossolubilidade e capacidade de difusão óssea, permitindo técnicas alternativas em mandíbula. No que tange às características farmacocinéticas e recomendações de segurança deste sal anestésico em crianças, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo dado farmacológico central da articaína: o anel tiofeno aumenta sua lipossolubilidade e favorece difusão tecidual/óssea, o que sustenta a alternativa A.

Tema central: Articaína em odontopediatria
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o elemento farmacológico decisivo da articaína: o anel tiofeno, responsável por maior lipossolubilidade em comparação com outros anestésicos locais amida usuais. Essa característica sustenta maior difusão tecidual e óssea, inclusive no osso mandibular infantil, o que explica a possibilidade de infiltração vestibular em molares inferiores decíduos com boa eficácia clínica, em contexto odontopediátrico, como alternativa ao bloqueio do nervo alveolar inferior. O ponto correto da alternativa não é uma substituição universal do bloqueio troncular, e sim a plausibilidade clínica dessa técnica infiltrativa nesse cenário específico.
B
Errada
Está errada por incoerência posológica. A alternativa usa um valor de dose por kg frequentemente lembrado para lidocaína com vasoconstritor, mas associa esse dado a um limite absoluto de 300 mg, que não corresponde ao limite absoluto clássico mais aceito em odontologia para essa formulação. Em anestesia pediátrica, dose ponderal e limite absoluto precisam ser compatíveis; quando um deles está incorreto, a assertiva fica tecnicamente errada.
C
Errada
Está errada em dois pontos médicos objetivos. Primeiro, a indicação etária foi invertida: articaína 4% não é formalmente indicada para crianças menores de 4 anos. Segundo, a meia-vida plasmática curta não autoriza concluir menor risco de automutilação pós-anestésica, porque esse risco depende da duração clínica da anestesia em tecidos moles e do comportamento da criança, não apenas da depuração plasmática do fármaco.
D
Errada
Está errada porque a felipressina não é o vasoconstritor de eleição em Odontopediatria e não pode ser defendida como garantia de estabilidade da pressão arterial média em paciente com asma brônquica severa.
Pegadinha da questão
A banca misturou um detalhe farmacológico clássico verdadeiro da articaína com alternativas parcialmente familiares, especialmente a da lidocaína com o '7 mg/kg', além de explorar a confusão entre meia-vida plasmática e duração clínica da anestesia em tecidos moles.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar articaína, procure o vínculo entre anel tiofeno, maior lipossolubilidade e melhor difusão tecidual/óssea.
  • Em pediatria, não aceite afirmação de segurança baseada só em meia-vida plasmática; confronte com indicação etária e duração clínica em tecidos moles.
  • Em alternativas de dose máxima, confirme se o valor em mg/kg e o limite absoluto são coerentes entre si.
  • Se a alternativa transformar uma possibilidade clínica em regra universal, isso é sinal de erro.

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