O uso de dentifrícios fluoretados na infância é a estratégi...

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Q3910701 Odontologia
O uso de dentifrícios fluoretados na infância é a estratégia de maior evidência científica para o controle da cárie, porém exige supervisão para evitar a ingestão sistêmica indesejada. A toxicidade aguda e crônica do flúor possui manifestações clínicas distintas que o odontopediatra deve identificar prontamente. Sobre o uso racional e a toxicologia do flúor, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério médico exclusivo é a dose tóxica provável (DTP/PTD) do flúor: 5 mg de fluoreto/kg de peso corporal. Esse é o dado clássico que identifica a alternativa correta na questão.

Tema central: Toxicologia do flúor
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque define o efeito halo de modo cientificamente falso. Efeito halo não tem relação com radiação cósmica nem com alteração de valência do fluoreto nos alimentos. O conceito correto é exposição indireta ao flúor por alimentos e bebidas produzidos em áreas com água fluoretada e consumidos em outras localidades. O erro aqui é de mecanismo epidemiológico de exposição.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz o dado técnico central da toxicologia odontológica do flúor: a dose tóxica provável é 5 mg de fluoreto por kg de peso corporal. No contexto cobrado pela questão, esse é o marco clássico para reconhecer ingestão aguda potencialmente relevante e orientar a necessidade de avaliação imediata. A formulação das medidas de emergência aparece em linguagem tradicional de prova e deve ser entendida dentro desse cenário toxicológico, sem generalização automática para qualquer ingestão fora da estratificação clínica.
C
Errada
Está errada porque fluorose dentária severa, com perda de estrutura e manchas acastanhadas, não é tratada com bochechos de fluoreto de sódio a 2%, muito menos exclusivamente por esse meio. Bochechos fluoretados são medida preventiva anticárie em contextos próprios, não tratamento de defeito estrutural de esmalte já instalado. O manejo da fluorose severa é estético-restaurador conforme a gravidade.
D
Errada
Está errada porque, embora a fluorose seja de fato um defeito qualitativo do esmalte por hipomineralização, a alternativa erra o momento biológico de risco. A fluorose decorre de exposição crônica excessiva ao flúor durante a formação dentária pré-eruptiva, especialmente na fase de maturação do esmalte, e não durante a erupção isoladamente. Dizer que não há risco na maturação pré-eruptiva contradiz a patogênese da fluorose.
Pegadinha da questão
A banca misturou itens com aparência técnica a erros conceituais graves: na D, a primeira metade é parcialmente verdadeira e pode induzir ao erro, mas a exclusão vem do momento patogênico incorreto; na B, o que valida a alternativa é o valor da dose tóxica provável de 5 mg/kg, não a universalização automática da conduta descrita.
Dica para questões semelhantes
  • Em toxicidade aguda por flúor, procure primeiro o dado numérico decisivo: DTP/PTD = 5 mg de fluoreto/kg.
  • Separe toxicidade aguda de fluorose: intoxicação aguda depende da dose ingerida; fluorose é defeito de desenvolvimento por exposição crônica durante a amelogênese pré-eruptiva.
  • Se a alternativa falar em efeito halo, o conceito correto é exposição indireta por alimentos e bebidas oriundos de áreas fluoretadas, não fenômeno físico-químico.
  • Bochechos ou soluções fluoretadas podem ser preventivos contra cárie, mas não tratam fluorose instalada, especialmente quando há perda estrutural.

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