Diversos modelos ortóticos podem ser utilizados nesse caso d...

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Q227994 Fisioterapia
Um paciente que apresenta quadro de rizartrose pode desenvolver, ao longo do tempo, diversas limitações funcionais.
Considerando o uso de órtese como uma das medidas terapêuticas indicadas com o objetivo de proteger o segmento envolvido, julgue os itens a seguir.

Diversos modelos ortóticos podem ser utilizados nesse caso desde que estabilizem a articulação trapeziometacarpiana.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C — certo

Tema central: Rizartrose é a osteoartrose da articulação trapeziometacarpiana (TMC) na base do polegar. Clinicamente cursa com dor ao pinçamento, perda de força e limitação funcional. Uma medida conservadora essencial é o uso de órtese para estabilizar a TMC, reduzindo dor e protegendo a articulação.

Por que a alternativa está correta? Diversos modelos de órteses (ex.: short opponens – tala curta do polegar; long opponens – tala longa com punho; órteses termoplásticas sob medida; modelos de neoprene) são apropriados desde que estabilizem a TMC, mantendo o polegar em leve abdução palmar/oposição e abrindo o 1º espaço interdigital. Isso diminui a translação e o cisalhamento na TMC, alivia a dor e melhora a função. Evidências: a diretriz ACR/Arthritis Foundation 2019 faz recomendação forte para órtese na OA do 1º CMC; a EULAR 2018 também recomenda órteses para base do polegar. Revisões sistemáticas mostram redução de dor e melhora funcional com uso noturno e/ou diurno.

Estratégia para a prova: identifique os termos-chave: “estabilizar a TMC” e “proteger o segmento”. A questão não exige um modelo único. Se estabiliza a TMC, é adequado. Lembre: imobilizar apenas a interfalângica não atende ao objetivo; incluir o punho é opcional e reservado a casos com sintomas no punho/STT.

Por que a alternativa E (errado) não se sustenta? Marcá-la implicaria dizer que só um tipo de órtese serve. Isso contraria as diretrizes (ACR 2019; EULAR 2018) e a prática clínica: há múltiplas soluções eficazes contanto que a TMC seja estabilizada e o polegar posicionado adequadamente. O foco é a função biomecânica, não o “modelo” em si.

Diagnóstico em poucas linhas: dor na base do polegar ao pinçamento/chave, deformidade em adução do 1º metacarpo, crepitação, grind test positivo. Radiografia com sinais de OA e estadiamento de Eaton-Littler.

Conduta prática (resumo para concurso): educação e modificação de atividades; órtese TMC (uso noturno e/ou em tarefas dolorosas); analgesia/AINEs tópicos; exercícios para estabilizadores tenares e controle da hiperextensão da MCP; terapia manual conforme tolerância. Infiltração de corticosteroide pode ser considerada. Cirurgia (ex.: trapeziectomia com reconstrução) é para falha do tratamento conservador.

Referências rápidas: ACR/Arthritis Foundation Guideline for OA (2019) – recomendação forte para órtese na OA do 1º CMC; EULAR Recommendations for Hand OA (2018); UpToDate (acesso 2024) – Management of thumb carpometacarpal osteoarthritis; revisões sistemáticas/Cochrane sobre órteses na rizartrose.

Dica final: em enunciados sobre órtese na rizartrose, marque como corretas as alternativas que enfatizam “estabilização da TMC” e “posicionamento em abdução/oposição”.

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