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Q4371433 Pedagogia
Leia o estudo de caso a seguir:
Durante uma atividade espontânea de escrita, uma criança produz registros que ainda não correspondem à ortografia convencional, mas apresenta regularidades em suas escolhas e procura justificar por que determinadas palavras precisam de certa quantidade ou variedade de letras. A professora percebe mudanças nas justificativas da criança quando ela compara suas produções com outras palavras escritas.
Considerando a psicogênese da língua escrita de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: As regularidades e justificativas, revistas diante de outras palavras, mostram que a criança formula hipóteses sobre a escrita; por isso, a intervenção deve partir delas, o que corresponde à alternativa B.

Tema central: Hipóteses infantis sobre a escrita
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está em exigir sequências silábicas prévias às novas produções para evitar que a criança utilize conhecimentos incompletos. Na perspectiva cobrada, esses conhecimentos devem ser mobilizados e problematizados, pois permitem compreender como a criança pensa a escrita. O problema não é toda atividade com sílabas, mas torná-la condição prévia para produzir e impedir o uso das hipóteses em construção.
B
Certa
A alternativa B articula dois componentes da intervenção docente: compreender o pensamento da criança e criar condições para que ela avance em suas conceitualizações. Investigar as hipóteses significa identificar os critérios que organizam suas escolhas, mesmo quando o resultado ainda não é convencional. Propor comparações permite colocar esses critérios em discussão e favorecer a revisão das produções. Assim, a professora utiliza o conhecimento em construção como ponto de partida do ensino, sem substituir a reflexão pela reprodução mecânica nem aguardar uma aprendizagem espontânea.
C
Errada
Inverte a relação entre elaboração conceitual e domínio gráfico ao afirmar que a estabilidade das formas convencionais deve anteceder a formulação de hipóteses. A criança já pensa sobre o funcionamento da escrita quando produz registros não convencionais e justifica suas escolhas. Por isso, priorizar a cópia como requisito para começar a formular hipóteses desconsidera uma atividade conceitual que já está presente.
D
Errada
Confunde construção ativa do conhecimento com aprendizagem sem intervenção docente. Respeitar as concepções infantis não exige suspender o ensino até que apareça a correspondência convencional entre fonemas e grafemas. Cabe à professora investigar essas concepções e propor situações de comparação e revisão que favoreçam seu avanço.
E
Errada
Trata as produções não convencionais como representações a eliminar por correção e repetição, em vez de investigar os critérios que as organizam. O foco da intervenção deve ser a reflexão e a reorganização das hipóteses, não apenas a substituição do registro por uma forma correta. O erro está em atribuir ao treino corretivo a função central de evitar a permanência dessas representações, dispensando a análise do raciocínio infantil.
Pegadinha da questão
A questão contrapõe dois equívocos: tomar a escrita não convencional como simples falha a eliminar e entender a valorização das hipóteses como autorização para não intervir. Reconhecer o raciocínio da criança não significa deixar de ensiná-la.
Dica para questões semelhantes
  • Ao avaliar uma prática, observe a função atribuída à cópia, à correção ou às atividades com sílabas: o critério não é proibi-las em bloco, mas verificar se substituem a investigação e a reflexão sobre a escrita.

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