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Breaking Bad: Como a série mudou a televisão para sempre
Há mais de dez anos, Breaking Bad estreava seu primeiro episódio. A série, que não contava com nenhuma grande estrela do cinema ou tinha um nome conhecido em seus bastidores, começou discreta e ao final tornou-se um fenômeno cultural que transformou para sempre a televisão. Com um roteiro cirúrgico, uma fotografia inovadora e atuações marcantes, rapidamente ela virou o marco da nova era de ouro da televisão.
A história de Breaking Bad, aparentemente, é simples: Walter White, um professor de química diagnosticado com câncer no pulmão, decide entrar para o mundo das drogas para poder juntar dinheiro e, assim, de alguma forma ajudar sua família quando morrer.
A série foi a primeira a se aproveitar do fenômeno Netflix. Apesar de ser amplamente elogiado pela crítica ao longo de suas primeiras temporadas, o drama não era um sucesso de público. Tudo mudou, porém, quando a série ficou disponível no serviço de streaming. Com a oportunidade dos fãs de maratonar, o seriado cresceu ano após ano e virou um fenômeno.
Ao encerrar no auge, o criador da série, Vince Gilligan, fez algo pouco comum na televisão. Até então, quanto mais sucesso a série tinha, mais temporadas eram encomendadas e, muitas vezes, elas não mantinham a qualidade dos primeiros anos. Gilligan afirmou que sempre pensara em cinco temporadas para mostrar a decadência de Walter White e não queria acabar com o legado do seriado, que fechou como um dos mais aclamados pela crítica por conta, especialmente, de seu roteiro afiado.
Breaking Bad ajudou a revolucionar a televisão. Hoje, atores e atrizes de renome estão voltando seus olhos para séries que, cada vez mais, são o melhor lugar para criar projetos arriscados e diferentes. Breaking Bad ajudou a pavimentar esse caminho e, por isso, é uma das séries mais importantes da história.
(Fábio de Souza Gomes, www.omelete.com.br, com adaptações)
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Semântica e Interpretação de texto – uso da locução prepositiva “apesar de”. A banca exige que o candidato identifique o sentido do termo destacado no contexto, analisando a função que ele exerce na relação entre as partes da frase.
Justificativa da alternativa correta – Ressalva:
Na frase analisada, “apesar de” é uma locução prepositiva que exprime concessão. Segundo a norma-padrão e obras como as gramáticas de Bechara e Cunha & Cintra, essa locução indica uma ressalva: o segundo fato ocorre mesmo diante do primeiro, que poderia dificultá-lo. No contexto, existe uma expectativa (“ser amplamente elogiado pela crítica”) e um fato que se opõe (“o drama não era um sucesso de público”). Assim, o elogio não foi suficiente para garantir o sucesso, configurando ressalva/concessão.
Análise das alternativas incorretas:
- A) causa: Expressa motivo, o que não é o caso. “Apesar de” não indica razão, mas oposição.
- C) conclusão: Indica resultado/desfecho, função de conectivos como “portanto”, diferente de “apesar de”.
- D) conformidade: Supõe acordo (“segundo”, “conforme”), o que não ocorre aqui, pois há contrariedade.
- E) explicação: Indica justificativa (“porque”, “pois”), diferente da função de ressalva apresentada no trecho.
Dica para provas: Sempre que encontrar expressões como “apesar de”, “embora”, “mesmo que”, atente para ideias de oposição/concessão. Essas locuções desafiam a expectativa natural do leitor, sendo usadas para destacar situações em que um fato ocorre em contraste com uma condição adversa.
Regra gramatical (Bechara): As concessivas mostram “fato contrário ao realizado na oração principal, mas que não impede sua realização”. Exemplo: “Apesar da chuva, foi à escola.”
Conclusão: A alternativa correta é B) ressalva, pois traduz com precisão a ideia de oposição/concessão expressa pela locução “apesar de”.
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