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Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: IABAS Prova: IBADE - 2019 - IABAS - Médico Clínico |
Q1122523 Medicina
Paciente, 65 anos, hipertenso, tabagista, deu entrada no serviço de emergência devido a quadro súbito de perda da consciência, se apresentando afásico, desvio da comissura labial, sinais de hemi-hipertonia a direita e Babinski positivo. Foi realizado u r g e n t e m e n t e e x a m e d e To m o g r a f i a Computadorizada de Crânio sem contraste. A principal indicação para o exame radiológico citado para este caso é:
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada.

O tema central da questão é a identificação do tipo de acidente vascular cerebral (AVC) que o paciente sofreu, utilizando a Tomografia Computadorizada (TC) de Crânio sem contraste. Esse exame é fundamental para distinguir entre um AVC isquêmico e um AVC hemorrágico.

A alternativa correta é: D - exclusão diagnóstica entre AVC isquêmico e hemorrágico.

Justificativa da alternativa correta: A TC de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial em casos de AVC por sua rapidez e eficácia em identificar hemorragias intracerebrais. O principal objetivo é diferenciar entre um AVC isquêmico (causado pela obstrução de um vaso sanguíneo) e um AVC hemorrágico (causado por sangramento dentro do cérebro), já que o tratamento para cada tipo é diferente. No caso descrito, o quadro súbito de sintomas neurológicos, como a perda de consciência e sinais de Babinski positivo, leva à necessidade urgente dessa distinção.

A seguir, vamos entender por que as demais alternativas estão incorretas:

A - avaliar extensão de AVC isquêmico. Este não é o objetivo primário da TC sem contraste. A extensão do AVC isquêmico é melhor avaliada por outros métodos, como a ressonância magnética.

B - visualizar o local de oclusão arterial para isquemia cerebral. A TC sem contraste não é adequada para identificar o local exato da oclusão arterial. Para isso, exames como a angiotomografia são mais indicados.

C - suspeita primária de tumor cerebral. Embora uma TC possa revelar a presença de um tumor, a suspeita inicial em um quadro agudo como o descrito deve ser de AVC, não de tumor.

E - avaliar grau de atrofia cortical. Este não é o objetivo da TC de emergência em casos de AVC. A atrofia cortical pode ser avaliada em contextos menos urgentes e com outros exames de imagem.

Espero que esta explicação tenha ajudado a entender melhor a questão e a escolher a alternativa correta no concurso. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

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A principal indicação para a realização de uma tomografia computadorizada de crânio sem contraste no caso descrito é a exclusão diagnóstica entre AVC isquêmico e hemorrágico. Os sintomas apresentados pelo paciente sugerem um acidente vascular cerebral (AVC) e a tomografia é essencial para definir o tipo de AVC para que o tratamento adequado possa ser iniciado o mais rápido possível. A exclusão de um AVC hemorrágico é especialmente importante porque o tratamento para um AVC isquêmico (mais comum) é diferente do tratamento para um AVC hemorrágico.

⚕️QUESTÃO SOBRE A INDICAÇÃO DE EXAME DE TOMOGRAFIA EM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

ALTERNATIVA CORRETA: [D] Exclusão diagnóstica entre AVC isquêmico e hemorrágico.

✏️JUSTIFICATIVA.

O paciente apresenta sinais clínicos sugestivos de um acidente vascular cerebral (AVC), incluindo perda de consciência, afasia, déficit motor (hemi-hipertonia e sinais de Babinski), que são típicos de AVC isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico em fase aguda. A TC sem contraste é rápida, acessível e eficaz na identificação de sangramentos (AVC hemorrágico), que são mais visíveis em um exame inicial, ajudando a excluir rapidamente a hipótese de AVC hemorrágico. Este exame é fundamental, pois a abordagem terapêutica para AVC isquêmico e hemorrágico é distinta.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

[A] Avaliar extensão de AVC isquêmico.

  • Errado. A tomografia sem contraste não é a melhor escolha para avaliar a extensão do AVC isquêmico. Para avaliação de isquemia cerebral e da extensão do infarto, a ressonância magnética (RM) com contraste seria mais indicada, pois oferece melhor detalhamento da área afetada.

[B] Visualizar o local de oclusão arterial para isquemia cerebral.

  • Errado. A tomografia computadorizada (TC) não é a melhor ferramenta para identificar oclusões arteriais. Para isso, seria mais indicado o uso de angiografia (como angiotomografia ou angiografia por ressonância magnética), que permite visualizar a obstrução do fluxo sanguíneo.

[C] Suspeita primária de tumor cerebral.

  • Errado. Embora a TC possa ser útil para detectar tumores cerebrais, o quadro clínico descrito é mais sugestivo de AVC, e a prioridade é a exclusão de AVC hemorrágico. Tumores cerebrais geralmente apresentam sintomas crônicos, e a TC sem contraste não é o melhor exame para diagnóstico de neoplasias.

[E] Avaliar grau de atrofia cortical.

  • Errado. A TC de crânio sem contraste não é a escolha para avaliar atrofia cortical, sendo mais indicada para casos de AVC. A avaliação da atrofia cortical geralmente é realizada com exames de ressonância magnética (RM), que tem maior sensibilidade para essas alterações crônicas.

RESUMO

Em um quadro clínico agudo de AVC, a tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é indicada principalmente para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico, já que pode identificar rapidamente sangramentos e excluir a hipótese de AVC hemorrágico, permitindo iniciar o tratamento de maneira mais eficaz.

‼️PONTOS CHAVE

Tomografia computadorizada sem contraste é o exame inicial de escolha em suspeita de AVC agudo.

A TC ajuda a diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico, sendo essencial para a exclusão de AVC hemorrágico.

Para avaliar a extensão do AVC isquêmico ou visualizar a oclusão arterial, a ressonância magnética (RM) ou angiografia são mais indicadas.

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