Já falei do perfume de jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não
posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si
própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E
deram-me de volta: simplesmente não eram elas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo. Fonte: LISPECTOR, Clarice. Os perfumes da terra. In: VASQUEZ, Pedro Karp (Org.). Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018. p. 140.
No excerto: “Perfumar-se é uma sabedoria instintiva”, o termo “instintivo" significa:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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