Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa...

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Q2299853 Medicina
Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, na qual o coração é incapaz de bombear sangue de forma a atender às necessidades metabólicas tissulares, ou pode fazê-lo somente com elevadas pressões de enchimento. Tal síndrome pode ser causada por alterações estruturais ou funcionais cardíacas e caracteriza-se por sinais e sintomas típicos, que resultam da redução no débito cardíaco e/ou das elevadas pressões de enchimento no repouso ou no esforço. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA:
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Tema central: A questão aborda insuficiência cardíaca (IC), com ênfase em seus subtipos fisiopatológicos – IC de alto débito e IC de baixo débito – e a relação com condições clínicas comuns. Compreender essa distinção é crucial para o diagnóstico e manejo corretos, conforme exigido em concursos para médicos cardiologistas.

Análise da alternativa INCORRETA – Alternativa D:

A alternativa D afirma, de modo incorreto, que “tireotoxicose, anemia, fístulas arteriovenosas e beribéri” são exemplos de IC de baixo débito. Na verdade, todas essas entidades são causas clássicas de IC de alto débito. Nesses casos, o coração se encontra hiperestimulado por aumento do metabolismo (como na tireotoxicose e beribéri) ou por alterações hemodinâmicas (como nas fístulas e anemia), havendo elevação do débito cardíaco para tentar atender à demanda tecidual.

Segundo as Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Cardíaca “o débito cardíaco pode estar elevado em situações de aumento da demanda metabólica” (pág. 10). Portanto, a alternativa D apresenta erro conceitual ao inverter o tipo fisiopatológico.

Por que as demais alternativas estão corretas?

  • A: Reconhece que a IC pode ser causada tanto por disfunção sistólica quanto diastólica, ambas presentes nos manuais clássicos, como Harrison’s Principles of Internal Medicine e nas Diretrizes da SBC.
  • B: Aponta corretamente a prática atual de definir subgrupos de IC pelo valor da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), adotada em todas as principais diretrizes.
  • C: Diferencia com precisão IC crônica (progressiva) da IC aguda (instalação súbita ou rápida piora dos sintomas e necessidade de intervenção imediata), conforme protocolos nacionais e internacionais.

Estratégia de prova: Ao ver questões que citam condições como anemia, tireotoxicose ou fístulas arteriovenosas, associe-as rapidamente a IC de alto débito, nunca de baixo débito. Fique atento a termos trocados ou invertidos, uma das pegadinhas mais comuns em concursos.

Referência: As Diretrizes Brasileiras de IC e os principais tratados (Braunwald, Harrison) fundamentam esta abordagem e devem ser a base para a sua consulta em dúvidas.

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Comentários

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A questão trata dos conceitos fundamentais e das características da insuficiência cardíaca (IC), uma condição clínica em que o coração não consegue bombear sangue adequadamente para atender às demandas do metabolismo do corpo. As alternativas A, B e C apresentam afirmações corretas sobre a IC, incluindo as diferenças entre insuficiência cardíaca sistólica e diastólica (A), a coexistência das disfunções (B) e a distinção entre os termos "insuficiência cardíaca crônica" e "aguda" (C). A alternativa D, entretanto, contém uma afirmação incorreta. Ela sugere que a maioria das doenças que levam à IC é caracterizada por alto débito cardíaco. Na realidade, a insuficiência cardíaca comumente está associada a um débito cardíaco baixo ou normal, onde o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo, seja em repouso ou durante atividades. Embora existam condições clínicas específicas que podem levar à IC de alto débito, como as mencionadas na alternativa (tireotoxicose, anemia, fístulas arteriovenosas e beribéri), estas são menos comuns. Portanto, a resposta correta é a alternativa D porque contradiz o entendimento mais prevalente da fisiopatologia da insuficiência cardíaca.

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