Paciente masculino de 25 anos, sem histórico prévio de pato...
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Tema central: A questão aborda diagnóstico diferencial e conduta em Doenças Infecto-Parasitárias, com ênfase prática na área de Medicina de urgência, particularmente em quadros febris agudos com icterícia e sinais musculares.
Justificativa da alternativa correta (A):
O conjunto de febre, icterícia, mialgias (especialmente em panturrilhas), sufusão conjuntival, lesões cutâneas e contexto de exposição rural precária aponta para leptospirose grave (forma ictérica ou Síndrome de Weil). Segundo a Nota Técnica nº 16/2024-CGZV/DEDT/SVSA/MS, “O tratamento deve ser iniciado no momento da suspeita clínica, não necessitando aguardar a confirmação dos resultados laboratoriais”, recomendando internação, terapia de suporte e antibioticoterapia no caso de gravidade icterícia e disfunção orgânica.
No quadro descrito, a presença de icterícia intensa associada a fatores epidemiológicos reforça leptospirose como diagnóstico primordial. O Ministério da Saúde destaca: “O início súbito de febre, sintomas musculares e icterícia em pacientes expostos é característica marcante das formas graves da doença”.
Análise das alternativas incorretas:
B) Dengue: Embora febre e mialgia sejam frequentes, icterícia não é habitual no início do quadro. Sufusão conjuntival e exposição a ambientes contaminados afastam o diagnóstico. Pegadinha: Não confundir dengue clássica com sintomas de leptospirose — o quadro inicial pode ser semelhante, mas presença de icterícia, dor em panturrilha e conjuntivite são mais típicos de leptospirose.
C) Septicemia por gram-negativo: Embora possa causar icterícia e choque, a história epidemiológica específica (trabalho rural, ambiente insalubre) torna leptospirose mais provável. Sepse bacteriana não costuma causar sufusão conjuntival típica.
D) Hepatite A: Mialgia e lesões cutâneas não são achados principais; ausência de sintomas gastrointestinais típicos também desfavorece.
E) Febre Amarela: Apesar de icterícia, ausência de viagem recente para áreas de risco e sufusão conjuntival diminui possibilidade. O longo intervalo desde a viagem à área endêmica não é compatível com o período de incubação da doença.
Estratégia para provas:
Atenção a sufusão conjuntival, mialgia de panturrilhas e icterícia em contexto epidemiológico típico (trabalho rural, exposição ambiental) — são “palavras-chave” que indicam leptospirose. Sempre lembre de avaliar os critérios de gravidade e iniciar terapêutica antes de confirmação laboratorial, conforme diretrizes nacionais.
Referências utilizadas:
Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 16/2024-CGZV/DEDT/SVSA/MS; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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