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Q3155958 Odontologia
Situação-Problema: Durante o planejamento de implantes dentários em um paciente de 60 anos, uma tomografia computadorizada revela uma altura óssea residual de 5 mm na região posterior da maxila. Com base nas técnicas atuais, qual procedimento é mais indicado para evitar complicações e garantir a estabilidade do implante?
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Alternativa correta: B - Elevação do seio maxilar com enxerto ósseo autógeno, seguido de instalação do implante após período de osseointegração de 6 meses.

Explicação do tema central: A questão aborda o planejamento de implantes dentários com foco na região posterior da maxila, onde frequentemente ocorrem desafios devido à altura óssea reduzida. A tomografia computadorizada revelou uma altura óssea residual de apenas 5 mm, o que exige técnicas avançadas para garantir a estabilidade do implante.

Resumo teórico: Na implantodontia, a altura óssea é crucial para a estabilidade dos implantes dentários. Na maxila posterior, a proximidade com o seio maxilar pode limitar a altura disponível para implantação. Técnicas como a elevação do seio maxilar são frequentemente utilizadas para aumentar essa altura óssea, permitindo a instalação segura dos implantes.

Justificativa para a alternativa B: A técnica de elevação do seio maxilar com enxerto ósseo autógeno é indicada quando a altura óssea residual é inadequada. O enxerto ósseo é utilizado para regenerar o osso antes da instalação do implante, garantindo uma base estável. Após a elevação do seio e a colocação do enxerto, um período de osseointegração (cerca de 6 meses) é necessário para garantir o sucesso do implante. Essa abordagem é amplamente aceita na literatura, como destacado por Jensen et al. (2012) em suas diretrizes para procedimentos de elevação sinusal.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa A: A inserção direta do implante com carga imediata e ancoragem bicortical não é recomendada com apenas 5 mm de altura óssea, pois não garante estabilidade primária suficiente, aumentando o risco de falha do implante.

Alternativa C: O uso de implantes curtos inferiores a 5 mm não é comum ou recomendado devido à instabilidade e menor sucesso a longo prazo em regiões com altura óssea insuficiente.

Alternativa D: A substituição por prótese parcial removível evita riscos cirúrgicos, mas não proporciona a fixação e função que um implante pode oferecer, sendo uma alternativa menos preferida para a maioria dos pacientes.

Alternativa E: A elevação do seio maxilar com enxerto xenógeno pode ser uma opção, mas o enxerto autógeno (alternativa B) é considerado o padrão-ouro devido à sua maior biocompatibilidade e menor risco de rejeição.

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Comentários

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como implantodontista discordo: primeiro a técnica mais indicada é a de elevação do seio atraumática. Como não há opção podemos assinalar a técnica de elevação lateral do seio com enxerto xenogeno, enxerto autogeno apesar de ser padrão ouro aumenta o grau de morbidade do paciente, e a distância óssea de 5mm permite a elevação e a implantação em um mesmo passo cirúrgico!

Mas como a banca quer o clássico e a gente que se lasque, gabarito B

A alternativa correta é a E – Técnica de elevação do seio maxilar pela abordagem lateral com enxerto xenógeno, garantindo o suporte ósseo necessário para instalação do implante.

  • Altura óssea residual de 5 mm na região posterior da maxila:
  • Esse valor é insuficiente para a instalação direta de implantes com estabilidade primária adequada.
  • Abordagem lateral com enxerto:
  • É a técnica indicada quando a altura óssea é menor que 6 mm, pois permite maior ganho vertical e previsibilidade.
  • Enxerto xenógeno:
  • É amplamente utilizado em elevação de seio maxilar, por sua capacidade de manter volume e servir como matriz para neoformação óssea.
  • Implantes curtos (<5 mm) (Alternativa C) não são recomendados nesse cenário, pois não oferecem estabilidade suficiente.
  • Carga imediata com ancoragem bicortical (Alternativa A) seria arriscada, já que não há altura óssea adequada.
  • Enxerto autógeno com espera de 6 meses (Alternativa B) é possível, mas a técnica lateral com xenógeno é mais comum e previsível nesse contexto.
  • Prótese removível (Alternativa D) não é a primeira escolha, sendo apenas alternativa em casos de contraindicação cirúrgica.

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