"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda...

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Q4070299 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.

Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.

O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.

Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.

"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.

O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.

A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.

O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.

Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro do debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.

Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.

O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.

"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.


https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortale cer-geracao-de-bioenergia/
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva, afirma."
Considerando as características fonológicas, ortoépicas e prosódicas dos vocábulos presentes no texto, bem como de palavras fora desse contexto, analise as afirmativas a seguir:

I. No vocábulo 'Brasil', a letra 's' representa o fonema /z/, valor fonético que também se observa na palavra 'apresenta'.
II. Os vocábulos 'que' e 'quanto' apresentam dígrafos consonantais, isto é, o encontro de duas letras que, ao serem pronunciadas, emitem apenas um som, formando, portanto, um único fonema.
III. O vocábulo 'presente' apresenta encontro consonantal inseparável e dígrafo vocálico, ao passo que 'própria' apresenta encontro consonantal e encontro vocálico, o qual, a depender da realização fonética, pode ser interpretado como hiato ou ditongo.
IV. O vocábulo 'volta' é um exemplo em que, devido ao processo de vocalização do /l/ em muitas regiões do Brasil, verifica-se, no plano fonético, a ocorrência de um ditongo.
V. A Ortoépia corresponde ao estudo que estabelece as normas relativas à pronúncia correta das palavras em uma determinada língua. O emprego da forma 'cabelereiro' exemplifica um caso relacionado a esse estudo.

Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a classificação do grupo “qu” nas palavras da afirmativa II: em “que” e “quanto”, a generalização de que ambos apresentam dígrafo consonantal não se sustenta de modo uniforme na abordagem fonológica escolar adotada na base, porque o comportamento gráfico-fonético do grupo varia conforme o contexto. Assim, a II é a única assertiva rejeitada. Eliminadas as alternativas que a incluem (A, B e E), sobra apenas a combinação D, que reúne I, III, IV e V.

Tema central: Relação grafema-fonema
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui a afirmativa II, que é justamente a afirmativa invalidada pelo critério decisivo da questão: a generalização sobre “que” e “quanto” como dígrafos consonantais não se sustenta de modo técnico uniforme. Além disso, exclui I e III, que a chave oficial aceita como corretas.
B
Errada
Está errada pelo mesmo ponto de corte: mantém a afirmativa II, cuja formulação categórica sobre o grupo “qu” é inadequada. Também omite I e V, que integram o conjunto de assertivas aceitas pela banca.
C
Errada
Está errada porque reduz indevidamente o conjunto das corretas: exclui I, aceita pela banca quanto ao valor sonoro do “s” em “Brasil” e “apresenta”, e exclui IV, aceita quanto à vocalização do /l/ em “volta” em muitas variedades do português brasileiro.
D
Certa
A alternativa D é a única que coincide com a chave fonológica adotada pela banca: I é aceita porque o “s” de “Brasil” pode ser descrito, na pronúncia escolar corrente do português brasileiro, com realização sonora próxima de /z/, valor também observado em “apresenta”; III é aceita na abordagem escolar presumida pela questão, com encontro consonantal em “pr” e a leitura fonológica indicada para “presente” e “própria”; IV é aceita porque, em muitas regiões do Brasil, o /l/ em final de sílaba se vocaliza, de modo que “volta” pode apresentar, no plano fonético, sequência percebida como ditongo; V é correta porque ortoépia se refere à pronúncia correta das palavras, e “cabelereiro” exemplifica desvio ligado a esse campo. Como II é a única rejeitada, o conjunto correto é exatamente o da alternativa D.
E
Errada
Está errada porque inclui a afirmativa II, que não pode ser mantida pela impropriedade da generalização sobre “qu”, e ainda exclui IV e V, que são consideradas corretas na abordagem escolar adotada pela questão.
Pegadinha da questão
A banca explorou a tendência de tratar automaticamente toda sequência “qu” como dígrafo consonantal e, com isso, levar o candidato a aceitar a afirmativa II sem distinguir análise ortográfica de análise fonológica.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de fonologia, não classifique um grupo gráfico por hábito visual; verifique se a relação entre letras e sons é realmente a mesma em todos os vocábulos citados.
  • Quando a alternativa reúne várias assertivas, procure a afirmativa que funciona como peça de corte: uma classificação técnica errada já elimina toda a opção.
  • Distinga ortografia, fonologia e ortoépia: uma questão pode usar a escrita apenas como ponto de partida, mas cobrar pronúncia, valor sonoro ou realização fonética.
  • Se a banca mencionar pronúncia em “muitas regiões” ou “na realização fonética”, considere a variação admitida pela descrição escolar, não apenas a forma escrita.

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Comentários

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Rumo à glória! #CA2026

​I. (VERDADEIRA) — S entre vogais tem som de Z: brasil e apresenta.

​II. (FALSA) — "Que" tem dígrafo (U mudo), mas "quanto" não (o U é falado).

​III. (VERDADEIRA) — "Presente": PR (duas consoantes juntas) + EN (som nasal = dígrafo vocálico). "Própria": PR + IA (encontro de vogais).

​IV. (VERDADEIRA) — L com som de U: na fala, "volta" vira "vouta" (som de ditongo).

​V. (VERDADEIRA) — Ortoépia = Pronúncia. Comer o "i" em "cabeleireiro" (falar cabelereiro) é erro de ortoépia.

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