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Q813328 Medicina
Na Esclerose Sistêmica, o encontro do anticorpo anticentrômero está relacionado com maior risco para o desenvolvimento de:
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Tema central: A questão aborda a relação entre autoanticorpos na esclerose sistêmica (ES) e o risco de desenvolvimento de manifestações clínicas, especialmente focando no anticorpo anticentrômero. Saber diferenciar manifestações associadas a marcadores sorológicos é fundamental em provas para reumatologistas.

Justificativa da alternativa correta (D – Hipertensão arterial pulmonar): O anticorpo anticentrômero está classicamente associado à forma cutânea limitada da esclerose sistêmica. Conforme o PCDT da Esclerose Sistêmica do Ministério da Saúde, “manifestações vasculares proeminentes, incluindo fenômeno de Raynaud grave [...] seguidas por início tardio de HAP, e tipicamente associado à presença de anticorpos anticentrômero”. Estudos e diretrizes internacionais corroboram que, nesses pacientes, o risco de desenvolver hipertensão arterial pulmonar (HAP) é claramente aumentado.

Reconhecer esse perfil sorológico é importante, pois a HAP representa complicação grave e principal causa de mortalidade na forma limitada. O acompanhamento clínico deve incluir rastreamento periódico com ecocardiograma e avaliação funcional, conforme orientam as diretrizes.

Análise das alternativas incorretas:

A) Doença articular: Embora possa ocorrer artralgia/rigidez articular em ES, não há associação direta e relevante entre anticorpo anticentrômero e comprometimento articular severo.

B) Doença intersticial pulmonar: Mais frequente em pacientes com anti-Scl-70 (topoisomerase I) e na ES difusa. Não é típica dos pacientes com anticentrômero.

C) Pericardite: Complicação rara na ES, sem vínculo específico com o anticorpo anticentrômero. Forma difusa tem maior risco de envolvimento cardíaco.

E) Mononeurite: Quando ocorre, é exceção e geralmente está associada a vasculites secundárias, não corresponderá isoladamente ao perfil anticentrômero.

Este tipo de questão é pegadinha clássica: exige que o candidato relacione marcador sorológico à manifestação clínica específica da doença. Atenção a termos como “maior risco de desenvolvimento”, pois a alternativa correta não necessariamente aponta algo exclusivo, mas o que é estatisticamente mais provável conforme evidências.

Referências e Diretrizes: Utilize sempre fontes como o PCDT de Esclerose Sistêmica do Ministério da Saúde e o Harrison’s – Princípios de Medicina Interna, ambos detalham a importância dos autoanticorpos no prognóstico e no risco de complicações da ES.

Resumo final: Anticentrômero → ES limitada → maior chance de HAP, ponto crucial em concursos. Fique atento a esse tipo de associação!

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Hipertensão Arterial Pulmonar

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