A avaliação da vitalidade de uma língua e o seu risco de ext...

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Q3953533 Libras
A avaliação da vitalidade de uma língua e o seu risco de extinção baseiam-se, frequentemente, em documentos como o Language Endangerment da UNESCO, que utiliza critérios como a transmissão intergeracional e a proporção de falantes em relação à população total. Todavia, estudiosos da área da surdez argumentam que a aplicação direta desses critérios às línguas de sinais nacionais pode ser insuficiente, uma vez que o risco enfrentado por essas línguas possui uma natureza distinta daquela observada em línguas orais de minorias étnicas.
Considerando-se o estatuto de “língua em risco” aplicado às línguas de sinais nacionais no Brasil, é correto afirmar que a vulnerabilidade dessas línguas decorre, primordialmente,
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão foi decidida pela distinção entre risco demográfico típico de línguas orais minoritárias e o risco específico das línguas de sinais, centrado na interrupção da aquisição precoce e na deslegitimação social da língua.

Tema central: Risco das línguas de sinais
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca a causa principal da vulnerabilidade para uma suposta insuficiência dos parâmetros da UNESCO associada à ideia de que a escolarização tornaria a língua segura. Pela base, a presença escolar não garante aquisição precoce ampla nem supera as barreiras sistêmicas e os estigmas sociais que atingem a vitalidade da língua.
B
Certa
A alternativa B está correta porque aponta as barreiras sistêmicas que levam à aquisição linguística tardia pela maioria das pessoas surdas e a deslegitimação social do estatuto da língua de sinais. Esses são os elementos decisivos da base para explicar a vulnerabilidade dessas línguas no Brasil.
C
Errada
Está errada porque equipara o risco das línguas de sinais ao desaparecimento físico progressivo das comunidades falantes, como em línguas orais indígenas em isolamento. A base afasta expressamente essa analogia: o problema central não é demográfico-territorial, mas de transmissão, acesso e aquisição linguística.
D
Errada
Está errada porque aponta como causa principal uma redução drástica do número absoluto de sujeitos surdos nos grandes centros urbanos. Segundo a base, o fator decisivo não é o desaparecimento quantitativo da população surda, mas as barreiras de acesso à língua e sua legitimação social e institucional.
E
Errada
Está errada porque atribui a vulnerabilidade ao desinteresse das novas gerações de surdos, como se o problema fosse uma escolha espontânea de abandono. A base define essa leitura como incompatível com a questão, pois o núcleo do risco é estrutural: aquisição tardia e deslegitimação da língua, não recusa geracional.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar “língua em risco” nas línguas de sinais pelo mesmo modelo das línguas orais minoritárias, como se o problema principal fosse desaparecimento populacional, quando a base aponta que o núcleo está nas barreiras de aquisição e no estigma linguístico.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão comparar línguas de sinais com línguas orais minoritárias, verifique se o risco apontado é demográfico ou de transmissão/aquisição linguística.
  • Se a alternativa atribuir a vulnerabilidade a desaparecimento físico da comunidade, queda numérica absoluta ou desinteresse geracional, confronte com o critério estrutural de acesso precoce à língua.
  • Não tome escolarização, por si só, como prova de segurança linguística; confirme se há aquisição precoce ampla e reconhecimento social da língua.

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