O choque é uma condição em que o sistema circulatório não c...
Gabarito comentado
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Tema central: choque obstrutivo é a queda do débito cardíaco por barreira mecânica ao enchimento ou à ejeção do coração, apesar de miocárdio intrinsecamente preservado. Exemplos clássicos: tamponamento pericárdico, embolia pulmonar (EP) maciça e pneumotórax hipertensivo (geralmente escrito apenas “pneumotórax” em provas). Isso reduz o retorno venoso/preload ou obstrui a via de saída do VD, levando à hipoperfusão tecidual.
Gabarito correto: C — Tamponamento pericárdico, EP maciça e pneumotórax causam choque por impedirem o fluxo: (1) no tamponamento, o aumento da pressão pericárdica colaba câmaras direitas e reduz o enchimento; (2) na EP maciça, a obstrução arterial pulmonar eleva a pós-carga do VD e derruba o débito; (3) no pneumotórax hipertensivo, a pressão intratorácica elevada comprime veias cavas e corações, reduzindo o retorno venoso. Evidências e descrições clássicas em Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate confirmam essa tríade como causas típicas de choque obstrutivo.
Estratégia de prova: associe palavras-chave a “barreira mecânica”: tamponamento, pneumotórax (hipertensivo), EP maciça. Se aparecerem hemorragia/desidratação → hipovolêmico; sepse/anafilaxia/crise adrenal → distributivo; IAM/arritmia → cardiogênico.
Por que as demais estão incorretas?
- A — “Intervenção breve cardíaca” não é entidade etiológica de choque obstrutivo e a opção omite o tamponamento. Apesar de EP e pneumotórax serem causas, o conjunto não é tecnicamente correto.
- B — IAM (choque cardiogênico), sepse (choque distributivo) e AVC (não é causa típica de choque; pode cursar com disautonomia, mas não define obstrutivo).
- D — Hemorragias, desidratação e sequestro de líquidos definem choque hipovolêmico, sem obstrução mecânica.
- E — Septicemia e crise adrenal são distributivas; arritmia é causa cardiogênica. Nenhuma é obstrutiva.
Achados clínicos úteis (diagnóstico rápido):
- Tamponamento: hipotensão, turgência jugular, bulhas abafadas (tríade de Beck), pulso paradoxal; POCUS: derrame pericárdico com colapso de câmaras direitas.
- Pneumotórax hipertensivo: dispneia, hipotensão, ausência de murmúrio vesicular, desvio traqueal; USG: ausência de “lung sliding”.
- EP maciça: dispneia súbita, hipoxemia, choque; ECO: dilatação/hipocinesia do VD; angio-TC confirma quando estável.
Condutas de escolha (ATLS/AHA/UpToDate): pericardiocentese no tamponamento; descompressão imediata (toracocentese de alívio) no pneumotórax hipertensivo; anticoagulação e trombólise sistêmica ou embolectomia na EP maciça, conforme instabilidade.
Referências rápidas: Harrison’s; UpToDate – Initial management of shock; ATLS 10ª ed.; Diretrizes AHA/ERC sobre emergências cardiovasculares.
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