Um paciente adulto com diagnóstico de disfonia há três meses...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D - Trabalhar a coordenação pneumo-fono-articulatória, promovendo ajustes respiratórios adequados para a fonação.
1. Tema central da questão: A questão aborda a conduta inicial fonoaudiológica diante de um quadro de disfonia em adulto, com ênfase em sintomas de fadiga vocal, esforço para falar e padrão respiratório inadequado. Esse contexto exige conhecimento sobre avaliação vocal, técnicas terapêuticas e manejo dos hábitos vocais.
2. Resumo teórico: A boa produção da voz depende de uma interação eficiente entre respiração, fonação e articulação. Em muitos casos de disfonia, é comum encontrar padrões respiratórios inadequados (principalmente torácicos), o que causa esforço e fadiga vocal. Segundo o Manual de Orientação: Comitê de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (2014), a coordenação pneumo-fono-articulatória é fundamental para garantir apoio respiratório, economia vocal e eficiência na emissão.
3. Justificativa da alternativa correta: A alternativa D está correta porque o primeiro passo terapêutico deve ser ajustar o suporte respiratório, facilitando o uso eficiente da voz e reduzindo o esforço laríngeo. Ao orientar o paciente a aprimorar a coordenação entre respiração e fonação, o fonoaudiólogo atua diretamente na causa do esforço e da fadiga vocal relatados. Essa abordagem está de acordo com as melhores práticas clínicas e diretrizes nacionais.
4. Análise das alternativas incorretas:
A - Repouso vocal absoluto raramente é indicado, exceto em lesões agudas graves (como hemorragia de prega vocal). Para disfonias funcionais, o ideal é reabilitar o uso e não eliminar completamente a fala.
B - Focar somente em técnicas de ressonância sem modificar o comportamento vocal não resolve padrões inadequados, como orespiratório torácico e o abuso vocal, que persistiriam.
C - A eletroestimulação não é o recurso de escolha para disfonias funcionais e não trata os fatores comportamentais nem o ajuste respiratório, além de não ter respaldo como abordagem principal segundo diretrizes científicas.
5. Estratégias de interpretação: Note palavras-chave como “inicial” e sintomas indicativos do problema funcional. Desconfie de alternativas que indicam “apenas”, “absoluto” ou abordagens pouco fundamentadas, pois costumam ser pegadinhas em concursos. Sempre busque a resposta que soluciona a causa do sintoma, não apenas o efeito.
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