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Q3330270 Farmácia
Análises genéticas e moleculares sugerem que a resistência aos fármacos utilizados no tratamento da tuberculose é, usualmente, adquirida por alterações no alvo do fármaco como consequência de mutações genéticas. Durante a exposição do M. tuberculosis ao fármaco, existe uma pressão seletiva para mutantes resistentes. Sobre os mecanismos de resistência, sabe-se que: 
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central da questão:
A questão trata dos mecanismos genéticos de resistência bacteriana aos principais fármacos usados no tratamento da tuberculose. Para responder corretamente, é fundamental compreender quais genes e proteínas estão envolvidos na resistência de Mycobacterium tuberculosis a antibióticos clássicos.

Resumo teórico:
A resistência bacteriana na tuberculose ocorre sobretudo por mutações genéticas que afetam o alvo dos fármacos ou enzimas envolvidas em sua ativação. Entre os principais fármacos e seus mecanismos de resistência, destacam-se:

  • Isoniazida: resistência por mutações em katG (catalase-peroxidase) e inhA (envolvido na síntese de ácido micólico).
  • Rifampicina: resistência por mutações em rpoB (RNA polimerase).
  • Pirazinamida: resistência por mutações em pncA (pirazinamidase).
  • Etambutol: resistência por mutações em embB.
  • Estreptomicina: resistência por mutações em rpsL (proteína ribossomal) e rrs (RNA ribossomal 16S).

Esses conceitos estão respaldados por fontes como o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil e a Goldman-Cecil Medicine.

Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está correta porque descreve com precisão a resistência à isoniazida, que ocorre por mutações nos genes katG (catalase-peroxidase, ativando a isoniazida) e inhA (envolvido na biossíntese do ácido micólico, alvo da isoniazida). Essa multiplicidade de mutações confere diferentes graus de resistência e está amplamente documentada em literatura científica.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Cita mutação no gene rpoB para pirazinamida, sendo que a resistência à pirazinamida ocorre por mutações em pncA.
  • B: A resistência à estreptomicina envolve rpsL ou rrs, não o gene embB (relacionado ao etambutol).
  • C: A resistência ao etambutol envolve mutações em embB, não em ribossomos ou no gene rpsL.
  • E: Rifampicina age sobre a RNA polimerase (gene rpoB), não sobre o pncA, que é da pirazinamida.

Dicas de interpretação:
Fique atento a nomes de genes e alvos moleculares. Muitas questões trocam propositalmente esses detalhes para confundir. Sempre relacione o fármaco ao gene correto.

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