Análises genéticas e moleculares sugerem que a resistência ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Tema central da questão:
A questão trata dos mecanismos genéticos de resistência bacteriana aos principais fármacos usados no tratamento da tuberculose. Para responder corretamente, é fundamental compreender quais genes e proteínas estão envolvidos na resistência de Mycobacterium tuberculosis a antibióticos clássicos.
Resumo teórico:
A resistência bacteriana na tuberculose ocorre sobretudo por mutações genéticas que afetam o alvo dos fármacos ou enzimas envolvidas em sua ativação. Entre os principais fármacos e seus mecanismos de resistência, destacam-se:
- Isoniazida: resistência por mutações em katG (catalase-peroxidase) e inhA (envolvido na síntese de ácido micólico).
- Rifampicina: resistência por mutações em rpoB (RNA polimerase).
- Pirazinamida: resistência por mutações em pncA (pirazinamidase).
- Etambutol: resistência por mutações em embB.
- Estreptomicina: resistência por mutações em rpsL (proteína ribossomal) e rrs (RNA ribossomal 16S).
Esses conceitos estão respaldados por fontes como o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil e a Goldman-Cecil Medicine.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está correta porque descreve com precisão a resistência à isoniazida, que ocorre por mutações nos genes katG (catalase-peroxidase, ativando a isoniazida) e inhA (envolvido na biossíntese do ácido micólico, alvo da isoniazida). Essa multiplicidade de mutações confere diferentes graus de resistência e está amplamente documentada em literatura científica.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Cita mutação no gene rpoB para pirazinamida, sendo que a resistência à pirazinamida ocorre por mutações em pncA.
- B: A resistência à estreptomicina envolve rpsL ou rrs, não o gene embB (relacionado ao etambutol).
- C: A resistência ao etambutol envolve mutações em embB, não em ribossomos ou no gene rpsL.
- E: Rifampicina age sobre a RNA polimerase (gene rpoB), não sobre o pncA, que é da pirazinamida.
Dicas de interpretação:
Fique atento a nomes de genes e alvos moleculares. Muitas questões trocam propositalmente esses detalhes para confundir. Sempre relacione o fármaco ao gene correto.
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