Para trabalhar com a noção de memória pública, um professor ...
Minha gente, salvemos Ouro Preto!
As chuvas de verão ameaçaram derruir Ouro Preto. Ouro Preto, a avozinha, vacila. Meus amigos, meus inimigos, Salvemos Ouro Preto.
Bem sei que os monumentos veneráveis Não correm perigo. Mas Ouro Preto não é só o Palácio dos Governadores, A Casa dos Contos, A Casa da Câmara, Os templos, Os chafarizes, Os nobres sobrados da Rua Direita.
Ouro Preto são também os casebres de taipa de sopapo Agüentando-se uns aos outros ladeira abaixo, O casario do Vira-Saia, Que está vira-não-vira enxurro, E é a isso que precisamos acudir urgentemente!
[...]. BANDEIRA, Manuel. Minha gente, Salvemos Ouro Preto! Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 11 set. 1949.
A partir do fragmento da poesia de Manuel Bandeira, o professor demonstrou que