Qual o tratamento indicado para um Carcinoma pouco diferenci...
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Tema central: Esta questão aborda o tratamento inicial do carcinoma de seio piriforme (um subtipo de câncer de hipofaringe) pouco diferenciado e em estágio T1N0M0. O entendimento do estadiamento, agressividade tumoral e os princípios de controle local e regional são pontos-chave para a conduta.
Justificativa da alternativa correta (B): Radioterapia exclusiva da Hipofaringe e das cadeias linfáticas cervicais é a abordagem de escolha. Mesmo sem linfonodomegalia clínica (N0), tumores de hipofaringe, especialmente os pouco diferenciados, têm alto risco de metástases linfonodais subclínicas. Por isso, é recomendado irradiar não só o tumor primário, mas também as principais cadeias linfáticas cervicais. Segundo o Ministério da Saúde e protocolos como UpToDate e NCCN: “O tratamento dos tumores iniciais (T1, T2) da hipofaringe pode ser feito com radioterapia curativa, incluindo a irradiação eletiva das cadeias linfáticas pelo risco de doença microscópica oculta” (cf. PCDT Oncologia/MS, seção Carcinoma de Hipofaringe).
Análise das alternativas:
A) Radioterapia exclusiva da Laringe e Hipofaringe: Incompleta, pois omite a irradiação das cadeias linfáticas cervicais, importante para evitar recorrência regional.
C) Cirurgia do TU primário com radioterapia adjuvante: Não é a primeira escolha para tumores iniciais (T1N0M0); reserva-se para casos de falha da radioterapia ou doenças mais avançadas.
D) Quimioradioterapia, incluindo apenas a Hipofaringe: O uso de quimioterapia não é recomendado em estágios precoces sem doença linfonodal, além de omitir as cadeias linfáticas.
E) Ressecção cirúrgica isolada: Inadequada, pois desconsidera o risco linfonodal subclínico.
Dica de prova: Fique atento ao termo “pouco diferenciado” e ao local de origem (seio piriforme): ambos sugerem comportamento agressivo e propensão à disseminação linfonodal, justificando a ampliação do campo de tratamento.
Segundo a 9ª edição do AJCC e diretrizes da SBCCP, a radioterapia é curativa nos estágios iniciais e garante melhor preservação funcional, sendo a extensão do campo aos linfonodos uma medida protetiva.
Resumo: Em tumores pouco diferenciados, mesmo pequenos e aparentemente localizados (T1N0M0), o manejo deve ser abrangente para garantir controle adequado e reduzir recidiva.
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