Com relação às cirurgias para o tratamento do câncer das fo...
I - A epífora e o pseudo-telecanto são potenciais complicações associadas à maxilarectomia total. II - O nervo infraorbitário é preservado nas maxilectomias mediais. III - O acesso cirúrgico denominado Degloving mediofacial pode ser usado, com sucesso, para o tratamento de tumores de infraestrutura. IV - A reconstrução da cavidade orbitária, após exenteração da órbita, pode ser feita, com sucesso, usando-se o músculo temporal ipsilateral.
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Tema central: O tema trata das principais técnicas cirúrgicas, complicações e estratégias reconstrutivas em tumores das fossas nasais e seios paranasais. O enfoque recai sobre conhecimento de anatomia cirúrgica, condutas práticas e possíveis consequências dos procedimentos.
Justificativa da alternativa correta (E: I, II, III e IV):
I - Epífora e pseudo-telecanto na maxilectomia total: Tanto a epífora (lacrimejamento excessivo), devido a lesão ou obstrução do ducto nasolacrimal, quanto o pseudo-telecanto (aumento aparente da distância entre os cantos mediais dos olhos por perda de estruturas de suporte) são complicações clássicas dessa cirurgia, conforme demonstrado em consensos e manuais cirúrgicos.
II - Preservação do nervo infraorbitário: Na maxilectomia medial, geralmente se remove apenas a parede medial do seio maxilar, permitindo comumente a preservação do nervo infraorbitário. Isso reduz complicações sensitivas.
III - Degloving mediofacial em tumores de infraestrutura: O acesso cirúrgico Degloving mediofacial permite ampla exposição sem cicatrizes faciais externas, sendo bastante utilizado para tumores localizados na infraestrutura nasal e maxilar, em alinhamento com literatura cirúrgica recente (UpToDate, cap. Tumores de Base de Crânio).
IV - Reconstrução orbitária com músculo temporal: Após exenteração orbital, a reconstrução com o músculo temporal ipsilateral é prática consagrada, pela facilidade de acesso, boa vascularização e volume suficiente. Tal conduta está em protocolos oncológicos e grandes obras como "Cummings Otolaryngology".
Análise das alternativas:
As demais opções trazem combinações excludentes dos itens, mas todas as sentenças expõem conceitos atualizados e ratificados por diretrizes e manuais da área (exemplo: Ministério da Saúde, Protocolos de Tumores de Cavidade Nasal e Seios Paranasais, SBCCP).
Estratégia de prova: Observe o emprego de termos como "pode" e "usado com sucesso", sugerindo possibilidade técnica, não obrigatoriedade. Fique atento à atualização dos métodos cirúrgicos e principais complicações/anatomia de cada etapa, evitando interpretações literais ou ultrapassadas.
Referências: UpToDate, Cummings Otolaryngology, Protocolos do Ministério da Saúde (Tumores de cabeça e pescoço), Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
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