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Q3295375 Odontologia
Um município recebe um novo cirurgião-dentista protesista para integrar o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), visando ampliar o cuidado em saúde bucal. Ao chegar, o profissional encontra rotinas pré-estabelecidas e pouco contato entre a equipe de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e os serviços odontológicos. Qual ação imediata pode favorecer a integração do protesista no NASF, fortalecendo a reabilitação oral na atenção primária?
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Tema central: integração do cirurgião-dentista protesista ao NASF na Atenção Primária em Saúde (APS), por meio do apoio matricial, construção de fluxos de cuidado e educação permanente, para qualificar a reabilitação oral. Isso está alinhado à PNAB (Portaria MS nº 2.436/2017) e ao Caderno de Atenção Básica nº 39 (NASF), bem como à Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente.

Alternativa correta: D
Elaborar um plano de ação integrando capacitação dos ACS, triagem precoce e articulação com a ESF cria condições para acesso oportuno, continuidade do cuidado e resolutividade. O protesista, no NASF, deve apoiar a equipe com: educação permanente (critérios de indicação de prótese, sinais de perda funcional, impacto na alimentação e fala), protocolos de triagem e estratificação de risco/necessidade, organização de encaminhamentos e contrarreferência, reuniões de matriciamento e Projetos Terapêuticos Singulares quando necessário. Essa abordagem interprofissional fortalece a linha de cuidado em saúde bucal da APS e está de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde para trabalho integrado e cuidado longitudinal.

Por que as demais estão incorretas?

A – Focar visitas domiciliares apenas em fraturas traumáticas restringe o escopo e desalinha a APS, cujo papel é vigilância, prevenção, identificação precoce do edentulismo e das necessidades protéticas. Trauma dentário é demanda de urgência e não justifica excluir outras necessidades de reabilitação. Falha em integralidade e equidade.

B – “Atendimentos privados” na unidade contrariam os princípios do SUS (universalidade e acesso público). O NASF não é serviço de produção individual privada, mas de apoio matricial, qualificação da clínica e co-gestão de casos com a ESF. Restringir a articulação às “demandas básicas” mantém a fragmentação.

C – Manter rotina isolada ignora o propósito do NASF: trabalho interdisciplinar, pactuação de fluxos e continuidade do cuidado. Sem reuniões, capacitações e protocolos compartilhados, há perda de rastreio, atraso na reabilitação e baixa resolutividade. Contraria PNAB e Caderno 39.

Estratégia para a prova: Quando o enunciado pedir “integração” e “imediata” na APS, priorize opções que mencionem: apoio matricial, educação permanente (capacitação dos ACS e ESF), triagem/estratificação, fluxos de referência e contrarreferência, reuniões interprofissionais e continuidade do cuidado. Desconfie de respostas que isolem o especialista, foquem em nichos (p. ex., só trauma) ou proponham práticas não compatíveis com o SUS.

Referências-chave: Ministério da Saúde – PNAB (Portaria 2.436/2017); Caderno de Atenção Básica nº 39 (NASF); Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente. Todas enfatizam o trabalho em equipe, educação permanente e linhas de cuidado.

Gabarito: D

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