Paciente de 48 anos, submetida à tireoidectomia total por c...

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Q1091368 Medicina
Paciente de 48 anos, submetida à tireoidectomia total por carcinoma papilífero de 2,5 cm com extensão extratireoidiana, e tratamento com 100 mCi de dose de iodo radioativo 131, apresentando pesquisa de corpo inteiro pós-dose com captação cervical de 2% em leito de tireoidectomia. Dosagens séricas, duas semanas após a PCI, mostram TSH de 34 mUI/L e tireoglobulina < 0,2 ng/mL (anticorpo anti-tireoglobulina < 10 UI/mL).
Nesse caso, a conduta indicada, nesse momento, é
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O tema central desta questão é o seguimento de pacientes após tratamento de carcinoma papilífero da tireoide. Vamos analisar o caso específico da paciente, considerando o tratamento já realizado e a monitorização adequada.

O carcinoma papilífero da tireoide, especialmente quando há extensão extratireoidiana, requer tratamento abrangente e acompanhamento cuidadoso. Após tireoidectomia total e tratamento com iodo radioativo (iodo-131), como no caso apresentado, é fundamental monitorar a tireoglobulina sérica e o TSH para detectar possível persistência ou recorrência da doença.

Justificativa para a alternativa correta (C): A conduta indicada para a paciente, considerando uma tireoglobulina < 0,2 ng/mL e anticorpos anti-tireoglobulina baixos, é o controle periódico com dosagens de tireoglobulina, TSH e ultrassonografia de pescoço. Essa abordagem é consistente com as diretrizes da American Thyroid Association e outros guias médicos, que recomendam acompanhamento regular nesses casos para garantir a detecção precoce de recidiva.

Análise das alternativas incorretas:

A - Exploração cirúrgica de possível remanescente tireoidiano: Esta abordagem não é indicada, pois a paciente já foi submetida a tireoidectomia total, e a captação cervical de 2% após iodo-131 pode ser explicada por um pequeno tecido residual que é comum e não necessariamente patológico.

B - Reoperação para esvaziamento cervical central: Não há indicação de metástases linfonodais que justificariam essa reoperação. A tireoglobulina indetectável sugere ausência de doença residual significativa.

D - Repetir dose terapêutica com 100 mCi de iodo 131: Repetir a dose de iodo não é necessário neste momento, já que a tireoglobulina está baixa e não há evidência de doença residual ativa.

E - Punção aspirativa guiada por ultrassonografia: Não há nódulos ou massas detectáveis pelo ultrassom citados no cenário apresentado que justificariam essa intervenção.

Em resumo, a estratégia de acompanhamento com controle periódico é a mais adequada, permitindo a detecção precoce de possíveis recidivas sem intervenções desnecessárias. É importante para o médico se familiarizar com as diretrizes atuais e integrar o raciocínio clínico com as evidências disponíveis no acompanhamento de pacientes pós-tratamento de carcinoma papilífero da tireoide.

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Nesse caso, a conduta indicada é o controle periódico, com dosagem de tireoglobulina e TSH, e ultrassonografia de pescoço. A tireoidectomia total e a dose de iodo radioativo foram realizadas para tratar o carcinoma papilífero, e a pesquisa de corpo inteiro pós-dose mostrou captação cervical de 2%. No entanto, as dosagens séricas de tireoglobulina e TSH indicam que os níveis estão dentro dos valores normais. Portanto, a conduta indicada é o acompanhamento periódico para monitorar a recorrência do câncer. A exploração cirúrgica ou a repetição da dose terapêutica com iodo 131 podem ser consideradas em casos de recorrência confirmada. A punção aspirativa guiada por ultrassonografia pode ser indicada se houver suspeita de metástase ou recorrência.

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