Paciente de 38 anos, renal crônica, há 2 anos em hemodiálise...
Nesse caso, a conduta recomendada é
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Tema central: O caso aborda o hiperparatireoidismo secundário grave (transformando-se em terciário) decorrente da doença renal crônica em hemodiálise prolongada. Destaca-se hipercalcemia importante (14 mg/dL), PTH muito elevado (1830 pg/mL) e achado de massa/nódulo paratireoideano associado a doença óssea, confirmando o diagnóstico.
Entendimento clínico: Em pacientes renais crônicos, a estimulação persistente das paratireoides leva a hiperplasia e, com o tempo, à autonomia, configurando o hiperparatireoidismo terciário (Harrison’s - Princípios de Medicina Interna, 21ª edição). O quadro refratário ao manejo clínico, associado à hipercalcemia grave e manifestações ósseas, é indicação clara para intervenção cirúrgica — conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde e diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM, 2023).
Justificativa para a alternativa correta (D):
A ressecção cirúrgica do tumor, incluindo o lobo direito da tireoide, associada à inspeção das outras paratireoides é conduta padrão, pois:
- Permite excisão completa do tecido hiperfuncionante, frequentemente aderido à tireoide (situação comum em hiperparatireoidismo terciário).
- Avalia possibilidade de múltiplas glândulas acometidas, elevando a segurança no controle metabólico.
- Diretrizes reforçam a abordagem cirúrgica em casos refratários ao tratamento clínico com PTH persistentemente alto e complicações ósseas ou calcificações (bjnephrology.org, pág. 561).
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Bifosfonatos não têm papel principal no hiperparatireoidismo secundário/terciário refratário, nem a repetição da cintilografia é necessária neste estágio.
- B) Radioterapia externa não é tratamento em hiperparatireoidismo, sendo inaplicável neste contexto.
- C) Paratireoidectomia total com reimplante pode ser usada, mas a indicação principal é para doença difusa; neste caso, a imagem sugere foco principal.
- E) Tireoidectomia total, laringectomia e esvaziamento cervical são excessivos e só indicados em câncer infiltrativo, o que não é o caso.
Estratégia de prova: Atente-se aos detalhes do caso (ãs dosagens, histórico de doença renal, achados de imagem e falha do tratamento clínico) e exclua propostas desproporcionais ou não indicadas pelo padrão ouro de tratamento.
Resumo final: O manejo cirúrgico dirigido ao foco, com avaliação global das glândulas paratireoides, é a conduta respaldada por evidências e diretrizes atuais.
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