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Q3295369 Odontologia
Em radiologia e semiologia, a interpretação integrada dos exames de imagem constitui etapa crítica na identificação de fraturas radiculares ou ósseas com potencial repercussão sobre a viabilidade protética. Qual conduta reflete maior acurácia diagnóstica e aplicabilidade clínica?
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Tema central: integração entre semiologia e métodos de imagem para detectar fraturas radiculares/ósseas que impactam a viabilidade protética. O diagnóstico acurado exige correlação entre sinais clínicos e achados radiográficos/tomográficos.

Gabarito: D. A conduta correta é correlacionar achados de imagem com mobilidade, sensibilidade e histórico funcional, usando radiografias periapicais e tomografia de modo complementar. Isso segue as posições AAE/AAOMR e ESE: começar por exame clínico + radiografias 2D (múltiplas angulações) e indicar TCFC (CBCT) quando há suspeita clínica persistente ou quando os achados 2D são inconclusivos, respeitando o princípio ALARA/ALADAIP (minimizar dose e indicar quando agrega decisão terapêutica).

Raciocínio clínico e achados-chave: dor à mastigação (especialmente na liberação), sensibilidade à percussão, sondagem periodontal estreita e profunda isolada, fístula próxima à crista, histórico de pino/condensação lateral vigorosa/trauma oclusal. Na imagem 2D: radiolucência em “J” ou “halo”, perda de lâmina dura, áreas periapicais não conformes. Na CBCT: linha hipodensa compatível com fratura e rarefações adjacentes; lembrar que artefatos de metais e obturações podem simular trincas, devendo usar voxel pequeno e interpretação criteriosa.

Por que as demais estão incorretas?

A) Superestima a radiografia periapical. Exames 2D têm baixa sensibilidade para trincas não deslocadas e sofrem com sobreposição e contraste limitado. Devem ser primeiro passo, não “suficientes” por si só.

B) Ausência de sintomas ≠ ausência de fratura, sobretudo em posteriores. Compensações oclusais e analgesia podem mascarar sinais. Reduzir a necessidade de imagem de maior resolução nessa base leva a subdiagnóstico.

C) CBCT “para todos” viola ALARA/ALADAIP, expõe mais o paciente e não elimina falsos positivos por artefatos; além disso, microtrincas podem ficar abaixo do limite de detecção. A indicação deve ser dirigida por achados clínicos/2D.

Estratégia de prova (passo a passo):

- 1) Semiologia dirigida: história protética/oclusão/trauma, testes de mordida e percussão, sondagem periodontal.

- 2) Imagem 2D: periapicais com diferentes angulações e, se necessário, técnica bitewing.

- 3) Indique CBCT quando a correlação clínico-radiográfica for duvidosa ou o resultado impactar o plano reabilitador.

- 4) Decida preservação vs. exodontia/implante com base na integração clínica + 2D + CBCT.

Referências: AAE/AAOMR Joint Position Statement on CBCT in Endodontics (2015; atualização 2020); European Society of Endodontology Position Statement on CBCT (2014/2019); White & Pharoah – Oral Radiology; Patel S. et al., Int Endod J.

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