Em reabilitações complexas, a oclusão é fator determinante ...
Gabarito comentado
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Tema central: equilíbrio oclusal em reabilitações fixas extensas. O objetivo é estabilidade em máxima intercuspidação (MI) e controle dos movimentos excêntricos (protrusivos e laterais) para distribuir forças, reduzir cargas oblíquas e aumentar a longevidade da prótese.
Gabarito: B — Justificativa: Em próteses extensas, a chave é garantir guias de desoclusão adequadas (preferencialmente guia canina e/ou guia anterior) e contatos equilibrados, com MI estável e desoclusão dos posteriores nas excursões. Isso distribui corretamente as forças, evita sobrecargas pontuais sobre unidades cerâmicas, pilares e implantes, e diminui a atividade muscular e o risco de fraturas e falhas adesivas. Quando a guia canina não é viável, pode-se adotar função em grupo bem controlada no lado de trabalho, sempre eliminando interferências no lado de balanceio. Essa conduta é respaldada por textos de referência (Okeson; Dawson; Glossary of Prosthodontic Terms) e por evidências de menor atividade EMG com guia canina em excursões laterais.
Por que as demais estão incorretas?
A — Focar apenas na MI e ignorar as excursões é um erro conceitual. Interferências laterais e protrusivas geram forças não axiais, levando a chipping cerâmico, sobrecarga de pilares/implantes e sintomas miofuncionais/ATM. Oclusão não é só estática; a dinâmica é determinante (Okeson; Dawson).
C — “Aliviar” toda a oclusão em MI compromete a função mastigatória, a estabilidade e pode transferir forças indevidas a outras unidades, além de causar sensação de mordida instável e impacto alimentar. Não há respaldo técnico para deixar próteses fixas extensas sem contatos em MI.
D — Priorizar apenas o movimento protrusivo ignora que as laterotrusões exercem grandes cargas oblíquas. A guia canina (ou função em grupo controlada) no lado de trabalho e a eliminação de contatos no lado de balanceio são críticas para estabilidade e proteção das estruturas. Ambos os movimentos devem ser controlados.
Estratégia de prova: Em enunciados com “reabilitações extensas” e “equilibrar a oclusão”, procure a alternativa que mencione MI estável + guias de desoclusão e distribuição das forças nas excursões. Desconfie de opções que: (1) ignoram dinâmica; (2) retiram contatos em MI; (3) focam só em um tipo de movimento.
Aplicação clínica rápida: montar em articulador semi-ajustável com arco facial; ajustar MI com contatos múltiplos e estáveis; checar excursões com papel-articulador fino (8–12 µm), buscando desoclusão posterior em lateralidade e protrusão; usar shimstock para confirmar retenção de MI; eliminar interferências no lado de balanceio.
Referências essenciais: Okeson JP. Management of TMD and Occlusion; Dawson PE. Functional Occlusion; Glossary of Prosthodontic Terms (Academy of Prosthodontics); princípios ensinados por ACP e literatura de Prótese Fixa sobre guia anterior/canina e função em grupo.
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