O conhecimento de histologia aplicada e propriedades físico...
Gabarito comentado
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Tema central: A escolha de materiais para coroas e pontes deve integrar histologia dentária (diferenças entre esmalte e dentina, túbulos dentinários, smear layer) e propriedades físico-químicas (adesão, coeficiente de expansão térmica, módulo elástico, tenacidade), pois isso impacta selamento marginal, resistência e longevidade da reabilitação.
Gabarito: B – Justificativa: Selecionar o material considerando adesão química (ex.: 10-MDP com zircônia; silanização de cerâmicas vítreas), coeficiente de expansão térmica semelhante ao dente e compatibilidade com o tecido dental reduz tensões na interface, microinfiltração, desadaptação e descolamentos. Também orienta o tipo de cimento (resinoso, ionomérico ou resina aquecida), o pré-tratamento (ataque com HF para dissilicato, jateamento para zircônia) e a espessura mínima segura. Evidência em Anusavice/Phillips (Ciência dos Materiais Dentários), Craig’s e Rosenstiel (Prótese Fixa), além da ISO 11405 para ensaios de adesão.
Por que as demais estão incorretas?
A – “Escolha aleatória”: incorreta. Materiais têm adesão e resistência distintas. Cerâmica vítrea requer adesão resinosa para desempenho; zircônia pode ser cimentada convencionalmente se houver retenção; compósitos sofrem contração de polimerização e maior sorção de água. Escolha aleatória aumenta falhas de interface e cárie secundária.
C – “Foco na cor/translucidez”: insuficiente. Estética sem suporte estrutural é armadilha. Em ausência de dentina de suporte/ferrule, materiais de maior tenacidade (zircônia/metalocerâmica) são preferíveis; dissilicato exige adesão previsível e espessura mínima. Ignorar o substrato e o design leva a fraturas e descolamento.
D – “Sempre metálicos”: generalização. Resistência não é único fator. Cerâmicas modernas (zircônia 3-5Y, dissilicato) oferecem resistência adequada com melhor biocompatibilidade e estética quando corretamente indicadas. A decisão integra oclusão, umidade/substrato, espessura disponível, adesão e biologia periodontal.
Estratégia de prova: Desconfie de alternativas com “sempre/aleatória”. Procure palavras-chave como adesão química, compatibilidade térmica e integração ao tecido dental, que traduzem abordagem científica e clinicamente segura.
Aplicação prática: - Substrato predominantemente em esmalte e preparo conservador: cerâmica vítrea (dissilicato) + adesão resinosa. - Pouco espaço oclusal e preparo retentivo: zircônia monolítica com cimento RMGI ou resinoso auto/dualcura. - Margens profundas em dentina úmida: cimentos menos sensíveis à umidade e materiais com maior tolerância mecânica.
Referências: Anusavice/Phillips – Ciência dos Materiais Dentários; Craig’s Restorative Dental Materials; Rosenstiel – Prótese Fixa Contemporânea; ISO/TS 11405 (adesão a tecidos dentários).
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