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Q3295364 Odontologia
Durante a realização de uma prótese parcial fixa, o cirurgião-dentista se depara com recessões gengivais e bolsas periodontais em torno dos dentes pilares. Para assegurar o sucesso da futura coroa, de que forma a avaliação e a abordagem periodontal devem ser conduzidas?
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Tema central: Integração Periodontia–Prótese Parcial Fixa. Antes de confeccionar coroas e pônticos, é essencial estabilizar a saúde periodontal (recessões e bolsas), pois a inflamação ativa compromete retenção, adaptação marginal, tecidos peri-coronários e longevidade protética.

Gabarito: A – A conduta correta é tratar previamente a doença periodontal, recontornar tecidos e planejar as margens da prótese conforme o novo contorno gengival. Sequência recomendada: controle de biofilme, raspagem e alisamento radicular, remoção de fatores retentivos, reavaliação em 4–6 semanas; se necessário, cirurgia periodontal (ex.: aumento de coroa clínica para respeitar o apego tecidual supracrestal—antigo “espaço biológico”—~2–3 mm) e/ou enxertos para recessões. Só então realizar preparo e moldagem, preferindo margens supragengivais quando possível; margens subgengivais somente por indicação clara e sempre respeitando o STA. Essa abordagem reduz sangramento, facilita moldagem/cimentação e aumenta a longevidade da PPF.

Por que as demais estão incorretas?

B – “Preparo subgengival para cobrir inflamação” apenas mascara o problema e tende a invadir o STA, gerando sangramento crônico, hiperplasia, recessão e perda óssea. Margens em tecido inflamado prejudicam moldagem e adaptação. Contraria princípios periodontais clássicos (Gargiulo; AAP).

C – Enxaguatórios são adjuvantes; não removem cálculo nem resolvem bolsas periodontais. A “adaptação protética” não trata periodontite. Sem terapia mecânica e controle causal, a inflamação persiste e compromete o prognóstico dos pilares.

D – Deixar o contorno sobre gengiva inflamada e confiar no “selamento marginal” é erro conceitual. Sobrecontorno aumenta retenção de placa; selamento não substitui controle de biofilme nem o respeito ao STA. Resultado: piora inflamatória e falhas protéticas precoces.

Dicas de prova e raciocínio clínico:

  • Procure expressões como “tratar antes de reabilitar” e “respeitar o STA (espaço biológico)”.
  • Desconfie de “cobrir” inflamação com margens ou de soluções apenas farmacológicas.
  • Após estabilização: definir linhas de término acessíveis à higiene; evitar subgengival sem indicação.

Referências essenciais: Carranza – Periodontia Clínica (13ª ed.); Shillingburg – Fundamentos de Prótese Fixa (4ª ed.); Classificação AAP 2017/2018 e conceito de supracrestal tissue attachment; revisões UpToDate sobre preparo de dentes com saúde periodontal.

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