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Q3295358 Odontologia
O cirurgião-dentista protesista, ao planejar um tratamento que envolva pinos intrarradiculares e coroas totais, muitas vezes precisa reavaliar a qualidade da endodontia prévia. De que forma esse cuidado repercute no sucesso reabilitador?
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Tema central: Integração Endodontia–Prótese. Antes de instalar pinos intrarradiculares e coroas totais, é obrigatório reavaliar a qualidade da endodontia, pois o controle infeccioso e o selamento coronário determinam a longevidade da reabilitação.

Alternativa correta (D): Reavaliar e, se necessário, sanear focos infecciosos (via retratamento) evita infiltração e falhas inflamatórias (periodontite apical persistente) e estruturais (desadaptação, fratura por desmineralização/inflamação crônica). O preparo do espaço do pino deve preservar 4–5 mm de guta-percha apical e garantir selamento coronário imediato. Evidências: qualidade endodôntica e ausência de lesão aumentam o sucesso (Sjögren et al., JOE 1997); o selamento coronário é crítico para o prognóstico (Ray & Trope, Endod Dent Traumatol 1995). Diretrizes ESE/AAE recomendam tratar ou retratar canais comprometidos antes da reabilitação definitiva (ESE 2019; AAE 2021).

Por que as demais estão incorretas?

A) Foca só na retenção mecânica. A seleção do pino não pode se sobrepor ao controle biológico. Sem canal sanado e selado, há risco de falha, mesmo com excelente retenção. Além disso, princípios como ferrule, preservação de dentina e comprimento do pino dependem de um canal livre de infecção (Cohen’s Pathways of the Pulp).

B) “Assintomático dispensa radiografia” é um erro clássico. Periodontite apical assintomática é comum; sinais radiográficos/CBCT orientam decisão de retratamento. Sintomas não predizem cura. AAE/ESE indicam avaliação clínica e radiográfica sistemática antes de pinos e coroas.

C) Ajuste marginal e cimentação são vitais, mas não substituem o controle da infecção intrarradicular. Coronal leakage em endodontia deficiente leva a reinfecção e insucesso, mesmo com coroa bem adaptada (Ray & Trope; ESE 2019).

Como acertar questões assim: Procure a alternativa que prioriza controle de infecção e selamento como base da reabilitação. Desconfie de opções que “dispensam” exames, ou que reduzem o raciocínio ao aspecto mecânico (retenção, cimentação) sem considerar a biologia.

Referências essenciais: ESE Position Statement 2019 (Quality guidelines for endodontic treatment); AAE Endodontic Considerations and Treatment Planning, 2021; Cohen’s Pathways of the Pulp; Sjögren U. JOE 1997; Ray HA, Trope M. Endod Dent Traumatol 1995.

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