A educação inclusiva apresenta-se como tema contemporâneo importante da educação brasileira
e é amplamente defendida por vários instrumentos legais, como a BNCC, que defende uma formação
humana integral visando à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Soma-se a
isso o artigo terceiro, inciso I, da LDB (Lei de Diretrizes Básicas da Educação), que advoga a igualdade
de condições para o acesso e a permanência na educação, e a Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa
com Deficiência), que sugere práticas pedagógicas inclusivas e a diferenciação curricular. Nesta
perspectiva, a educação física inclusiva também objetiva garantir o acesso de todos aos
conhecimentos tratados neste componente curricular por meio da garantia de acesso, igualdade de
oportunidades e participação, valorização das diferenças e aprendizado para todos. A acessibilidade
é elemento primordial para garantir a inclusão e, conforme a literatura da área, existem várias formas
de acessibilidade. Todavia, uma se destaca, pois interfere diretamente nas práticas corporais, que
necessitam de espaços adequados para o seu desenvolvimento em uma perspectiva inclusiva. Assim,
a acessibilidade que busca adequar os espaços e a retirada de barreiras físicas e ambientais,
facilitando o acesso, o uso e a permanência nos espaços físicos, é conhecida como acessibilidade