A técnica de PCR em tempo real (real time PCR) foi desenvol...
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Tema central: A PCR em tempo real (qPCR) monitora a amplificação do DNA/ RNA a cada ciclo por fluorescência, permitindo detecção imediata e quantificação do alvo, ao contrário da PCR convencional, que requer análise pós-amplificação (ex.: gel de agarose).
Alternativa correta: C — A qPCR oferece menor tempo de análise (em protocolos rápidos, pode ser < 1 h) e dispensa etapas de separação (não precisa de eletroforese). A detecção ocorre no próprio ciclo térmico por corantes ou sondas, em sistema “closed-tube”, reduzindo etapas manuais e acelerando o laudo. Essa é uma vantagem-chave reconhecida em diretrizes e revisões (MIQE: Bustin et al., Clin Chem 2009; UpToDate; CDC/OMS para diagnósticos moleculares, como influenza e SARS-CoV-2).
Por que as demais estão incorretas?
A) “Uso de um único corante para multiplex” — Com corantes intercalantes (ex.: SYBR Green), a fluorescência indica apenas “DNA dupla-hélice” e não distingue alvos diferentes. Multiplex verdadeiro requer sondas específicas com fluoróforos distintos (ex.: TaqMan com canais diferentes) e controle de espectros. Portanto, a afirmação é conceitualmente incorreta.
B) “Aproveitar o produto para sequenciamento” — Não é vantagem da qPCR. Em geral, os amplicons de qPCR são curtos (70–200 pb) e a reação usa sondas/corantes, o que torna o sequenciamento menos indicado. Para sequenciar, a PCR convencional é a abordagem preferida (amplicons maiores e reação desenhada para esse fim).
D) “Ausência de contaminação” — O sistema fechado reduz o risco, mas não elimina. Há chances de contaminação pré-analítica (coleta/extração), aerossóis, ou amplificação cruzada. Estratégias como UDG/UTP diminuem, mas não garantem zero contaminação (MIQE; CLSI).
E) “Dispensa de extração do genoma viral” — Na rotina diagnóstica, a extração do ácido nucleico é necessária para remover inibidores e concentrar o alvo, garantindo sensibilidade e reprodutibilidade. Protocolos “direct PCR” existem, mas são exceções validadas para matrizes específicas. Diretrizes (CDC/OMS/CLSI) recomendam extração para testes clínicos padronizados.
Dicas de prova: Desconfie de termos absolutos como “ausência” e “dispensa”. As vantagens clássicas da qPCR: rapidez, sem gel, quantificação (Ct), ampla faixa dinâmica e menor risco de contaminação por manuseio, porém não zero; multiplex real requer múltiplos fluoróforos.
Referências úteis: MIQE Guidelines (Clin Chem 2009); UpToDate – Polymerase chain reaction techniques; CDC/OMS – uso de rRT-PCR em virologia diagnóstica.
Gabarito: C
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