O diagnóstico de doenças bacterianas em animais de laborató...

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Q3332711 Técnicas em Laboratório
O diagnóstico de doenças bacterianas em animais de laboratório depende do isolamento e identificação do agente. A respeito dos métodos bacteriológicos para o diagnóstico microbiológico, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: métodos bacteriológicos no diagnóstico em animais de laboratório, com ênfase na coloração de Gram e em boas práticas de coleta para evitar contaminações.

Alternativa correta: C — A coloração de Gram baseia-se na diferença da parede celular entre bactérias: Gram-positivas têm peptidoglicano espesso e retêm o complexo cristal violeta–iodo, ficando roxo; Gram-negativas têm peptidoglicano fino e perdem o corante no passo de descoramento, corando-se com a safranina em rosa. É o primeiro passo crítico para orientar meios de cultura, testes bioquímicos e terapêutica empírica. Referências: Bailey & Scott’s Diagnostic Microbiology; ASM Manual of Clinical Microbiology; UpToDate.

Por que as demais estão incorretas?

  • A — A periodicidade proposta está inadequada. Em colônias SPF, as diretrizes FELASA recomendam monitoramento regular, frequentemente trimestral (ou semestral conforme risco). Colônias convencionais tendem a exigir controles mais frequentes que semestrais, dada a maior exposição a patógenos. Dizer “convencionais a cada 6 meses e SPF mensal” é inversão pouco realista e sem respaldo das recomendações (FELASA 2014/2022).
  • B — A sequência de necropsia está errada. Para evitar contaminação do trato respiratório por flora intestinal, recomenda-se coletar primeiro tecidos/órgãos estéreis (p. ex., respiratório) e por último o trato digestório. Abrir o abdômen e manipular intestino antes do respiratório aumenta o risco de contaminação cruzada. Boas práticas: instrumentos estéreis e troca entre sistemas.
  • D — A descrição do Gram tem falhas: apesar da sequência geral (cristal violeta → iodo/Lugol → descorante etanol/acetona → safranina → lavar e secar) ser aceitável, a leitura é feita com objetiva de imersão de 100x (total ~1000x), e não “objetiva de imersão (10x)”. Além disso, há lavagens rápidas entre etapas e o tempo de descoramento é crítico (CLSI; Bailey & Scott’s).
  • E — Sistemas rápidos (API, BBL Crystal, Bactray) exigem cultura pura. Eles não dispensam o isolamento preliminar; aplicá-los diretamente em amostras mistas compromete a acurácia. A identificação rápida pode ser acelerada após o isolamento (e.g., MALDI-TOF a partir de colônias), mas o isolamento continua essencial (ASM; UpToDate).

Estratégia de prova: em questões sobre Gram, memorize “CV-I-A-S” (Cristal Violeta–Iodo–Álcool/Acetona–Safranina) e “100x óleo” para leitura. Em necropsia/coletas, escolha a opção que minimiza contaminação (coletar primeiro sítios estéreis). Em monitoramento sanitário, associe SPF a rotina regular planejada e convencional a maior risco, não o contrário.

Termos-chave: mordente (iodo/Lugol: fixa o corante), descorante (etanol/acetona: remove o corante de Gram-negativas), contracorante (safranina).

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