Segundo a diretriz da prática de eutanásia do CONCEA são co...
Gabarito comentado
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Tema central: Métodos humanitários de eutanásia em animais de laboratório segundo o CONCEA, priorizando perda rápida de consciência, mínima dor/estresse e segurança ocupacional. Métodos podem ser farmacológicos (anestésicos em sobredose) ou físicos (ex.: decapitação, deslocamento cervical) com restrições rigorosas.
Alternativa correta: C — Uso de anestésicos gerais injetáveis em sobredose (≈3x a dose anestésica), inclusive por via intraperitoneal quando apropriado, é aceito para camundongos, ratos, cobaias e coelhos, desde que com fármacos indicados (p.ex., barbitúricos) e profissional capacitado. Garante depressão rápida do SNC e parada cardiorrespiratória, atendendo aos critérios de humanitarismo e biossegurança. Referências: CONCEA – Diretriz da Prática de Eutanásia (2013/2018); AVMA Guidelines for the Euthanasia of Animals (2020).
Análise das incorretas
A) Monóxido de carbono: não é aceito universalmente para as quatro espécies citadas. Além de risco ocupacional importante, há evidências de aversão e sofrimento em várias espécies; o uso, quando previsto, é limitado e não recomendado para cobaias e coelhos. Logo, a afirmação “aceitos para camundongos, ratos, cobaias e coelhos” é generalização indevida. (CONCEA; AVMA 2020).
B) Deslocamento cervical: método físico aceito com limite de peso estrito e apenas para pequenos roedores; para coelhos, se considerado, restringe-se a animais pequenos e com capacitação elevada. Dizer “coelhos até 3 kg” contraria as diretrizes (risco de falha e dor). Em animais maiores, exige sedação/anestesia prévia ou método alternativo. (CONCEA; AVMA 2020).
D) Exsanguinação por punção cardíaca: é método secundário, devendo ser realizado apenas após anestesia profunda ou inconsciência confirmada. Em neonatos, a necessidade de anestesia é ainda mais crítica. Afirmar que “dispensa anestesia prévia” é incompatível com as diretrizes. (CONCEA).
E) Decapitação: pode ser aceita para pequenos roedores com guilhotina e treinamento, mas não “para roedores e coelhos até 3 kg” indiscriminadamente. Além disso, muitas situações requerem sedação prévia para reduzir estresse. A afirmação de que “não danifica o cérebro” é imprecisa (existem artefatos isquêmicos/biológicos a considerar). (CONCEA; AVMA 2020).
Estratégia de prova: - Desconfie de frases como “dispensa anestesia prévia” e de generalizações (“serve para todas as espécies”). - Lembre os limites de peso para métodos físicos. - Reconheça métodos secundários (exsanguinação) que exigem inconsciência prévia. - Priorize métodos farmacológicos em sobredose por serem os mais abrangentes e humanitários.
Referências essenciais: CONCEA – Diretriz da Prática de Eutanásia (2013; atualizações normativas); AVMA Guidelines for the Euthanasia of Animals (2020); FELASA recommendations.
Gabarito: C
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