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Q3332697 Veterinária
De acordo com a FELASA, o monitoramento de saúde em colônias sanitariamente controladas gnotobióticas deve ocorrer a cada:
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Tema central: Monitoramento de saúde em colônias gnotobióticas (germ-free ou com microbiota definida) em biotérios. Nessas colônias, qualquer contaminação inviabiliza o status gnotobiótico, exigindo triagens microbiológicas mais frequentes do que em colônias SPF.

Gabarito: C — 20–30 dias

Justificativa: De acordo com as recomendações da FELASA (Federation of European Laboratory Animal Science Associations), o monitoramento microbiológico de colônias gnotobióticas deve ocorrer em intervalos curtos, tipicamente a cada 20–30 dias, para detectar precocemente qualquer ruptura de barreira. São empregados métodos como: cultura aeróbia/anaeróbia de fezes e swabs de superfícies/luvas de isoladores, inoculação em caldos de enriquecimento (TSB/tioglicolato), além de PCR para marcadores bacterianos/fúngicos quando disponível. Esse intervalo equilibra sensibilidade e viabilidade operacional, reduzindo o risco de disseminação silenciosa de contaminantes.

Estratégia para a prova: Identifique o termo-chave gnotobiótica. Para SPF, os intervalos são mais longos (trimestrais a semestrais). Para gnotobióticos, pense em monitoramento mensal.

Análise das alternativas:

A) 2–3 meses: Intervalo típico de algumas rotinas em unidades SPF ou experimentais, mas insuficiente para gnotobióticos, pois eleva o risco de contaminação não detectada por semanas.

B) 3 meses: Mesmo problema da alternativa A. A FELASA recomenda maior frequência para gnotobióticos, dado o impacto de qualquer contaminação.

C) 20–30 dias: Correta. Corresponde ao intervalo recomendado pela FELASA para colônias gnotobióticas, permitindo ação rápida (quarentena/abate sanitário) diante de qualquer positividade.

D) 14–18 dias: Mais frequente que o recomendado de rotina. Pode ser adotado em situações de risco elevado (pós-breach, surtos, validação de novos isoladores), mas não é o padrão FELASA para monitoramento regular.

E) 6–12 meses: Intervalo compatível com alguns programas de HM de criação SPF com sentinelas, mas inadequado para gnotobióticos, por perder precocidade na detecção.

Referências essenciais: FELASA – Recomendações para monitoramento sanitário de roedores e coelhos (Mahler et al., 2014) e documentos do grupo de trabalho em gnotobiologia (atualizações subsequentes), que indicam maior frequência (aprox. mensal) para colônias gnotobióticas.

Dica final: Viu “gnotobiótico” + “FELASA”? Pense em monitoramento mensal (20–30 dias), com cultura e PCR de fezes/superfícies de isoladores.

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