Na aplicação de boas práticas de bem-estar animal é fundame...
Gabarito comentado
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Tema central: Seleção de protocolos de anestesia e analgesia em animais de laboratório, garantindo bem-estar e conformidade ética. O foco é a refinaria (3Rs) e a adequação do protocolo ao tipo de estudo e ao grau de dor esperado, conforme diretrizes como o Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC), CONCEA/DBCA e AVMA (Euthanasia Guidelines).
Alternativa correta: B – “se o estudo é terminal ou não”.
Essa informação determina o desenho do protocolo:
- Em estudos terminais (sem recuperação), utiliza-se anestesia não recuperável, com ênfase em abolir dor e consciência até a eutanásia; não há analgesia pós-procedimento. Agentes com recuperação prolongada ou maior depressão cardiorrespiratória podem ser aceitáveis, desde que monitorados, em acordo com AVMA e CONCEA.
- Em estudos com recuperação, é obrigatório um plano de analgesia multimodal (ex.: AINE + opioide + bloqueio local), analgesia preemptiva, monitorização e cuidados pós-operatórios, escolhendo fármacos que permitam recuperação segura e não comprometam o desfecho científico.
Por que as demais estão incorretas?
A) Custo do método: O orçamento não pode guiar a decisão principal. As diretrizes éticas (CONCEA/CEUA, NRC) exigem alívio da dor adequado independentemente do custo. Custo é fator logístico, não critério técnico determinante.
C) Extrapolar efeito entre espécies: Farmacocinética e farmacodinâmica variam amplamente (metabolismo de opioides, AINEs, alfa-2 agonistas). Não se assume extrapolação como critério; deve-se usar evidência específica da espécie (Flecknell, Laboratory Animal Anaesthesia; NRC; FELASA). Extrapolar é fonte comum de erro em prova.
D) “Menor limiar de dor” da espécie: O planejamento não se baseia em supostas diferenças de “tolerância natural”, mas no grau de invasividade do procedimento (classificação de severidade: leve, moderado, severo), resposta individual e analgesia proporcional. Todas as espécies requerem controle de dor conforme o procedimento.
E) Necessidade de contenção física: Isso orienta a sedação/ansiólise para manejo inicial, mas não define o protocolo analgésico/anestésico. A analgesia deve ser guiada pela dor esperada e pelo objetivo do estudo (terminal vs recuperativo), não apenas pela contenção.
Estratégia para prova: Priorize alternativas que impactam diretamente recuperação, analgesia pós-procedimento e conformidade ética. Desconfie de itens baseados em custo ou suposições interespécies.
Referências úteis: NRC – Guide for the Care and Use of Laboratory Animals; CONCEA/DBCA e resoluções; AVMA Guidelines for the Euthanasia of Animals; Flecknell PA – Laboratory Animal Anaesthesia.
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