Paciente do sexo feminino, com 3 anos e 2 meses de idade, há...

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Q4039452 Medicina
Paciente do sexo feminino, com 3 anos e 2 meses de idade, há 4 meses vem apresentando quadro de tosse seca principalmente noturna e sibilância. Há dois meses apresentou episódios de desconforto respiratório associado à sibilância e recorreu a uma unidade de pronto atendimento. Na ocasião, recebeu diagnóstico presuntivo de asma brônquica e prescrição de beta-agonista inalatório de curta ação para quando tivesse sintomas e uso diário de montelucaste. A paciente comparece à consulta acompanhada de seus pais, que negam nova necessidade de buscar atendimento de urgência, mas trazem a queixa de persistência de crises de tosse seca, acompanhadas de sibilância, principalmente no período noturno, cerca de duas a três vezes por semana, com necessidade de beta-agonista inalatório de curta ação. Considerando o manejo do caso, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso mostra criança pré-escolar com asma não controlada: sintomas noturnos 2 a 3 vezes por semana e necessidade recorrente de SABA, apesar de montelucaste diário. Nessa faixa etária, o passo terapêutico preferencial é escalonar para corticosteroide inalatório, que é o controlador de escolha entre as alternativas.

Tema central: Asma não controlada no pré-escolar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque não há exacerbação aguda moderada ou grave em curso que justifique corticosteroide sistêmico. Além disso, aumentar montelucaste não é o escalonamento controlador preferencial em pré-escolar sintomático apesar de uso diário dessa medicação, já que o corticosteroide inalatório tem papel superior no controle anti-inflamatório dos sintomas persistentes.
B
Errada
Está errada porque LABA não é a próxima etapa apropriada nesse cenário e não substitui o controlador anti-inflamatório necessário. O problema central é inflamatório, e a criança sequer está em corticosteroide inalatório; portanto, acrescentar broncodilatador de longa ação antes de instituir o controlador de escolha não corrige o mecanismo do mau controle.
C
Errada
Está errada porque associa LABA e LAMA em um pré-escolar sem uso prévio do controlador básico adequado. Isso representa intensificação incompatível com o passo terapêutico usual dessa faixa etária e ignora que o primeiro ajuste diante de sintomas persistentes é introduzir corticosteroide inalatório.
D
Certa
Está correta porque a paciente mantém sintomas noturnos e necessidade de SABA 2 a 3 vezes por semana apesar de montelucaste diário, configurando controle inadequado e indicação de escalonamento com corticosteroide inalatório.
E
Errada
Está errada porque SABA é medicação de alívio sob demanda, não tratamento de manutenção em uso fixo e regular. Essa estratégia não trata a inflamação brônquica, pode mascarar o descontrole e é inadequada justamente quando o uso frequente de resgate sinaliza necessidade de escalonamento do controlador.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre aliviar broncoespasmo e controlar a asma: como a criança segue sintomática usando SABA e montelucaste, o erro é tentar aumentar broncodilatação ou usar corticoide sistêmico, quando o dado decisivo é que falta o controlador preferencial, o corticosteroide inalatório.
Dica para questões semelhantes
  • Em pré-escolar com sintomas noturnos recorrentes e uso frequente de SABA, pense primeiro em asma não controlada.
  • Se a criança permanece sintomática apesar de montelucaste, o próximo passo entre opções usuais é corticosteroide inalatório.
  • SABA fixo não é controlador; uso repetido de resgate é marcador de tratamento de base insuficiente.
  • Corticoide sistêmico fica para exacerbação aguda, não para ajuste rotineiro de manutenção em paciente ambulatorial estável.

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