Sobre a última Diretriz Brasileira para Hipertensão Arterial...

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Q4039449 Medicina
Sobre a última Diretriz Brasileira para Hipertensão Arterial (2020), assinale a alternativa correta sobre o tratamento dessa doença.
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2020 orienta que as metas terapêuticas sejam individualizadas conforme risco cardiovascular, idade, fragilidade e tolerância ao tratamento; por isso, níveis pressóricos mais baixos podem ser buscados em pacientes de maior risco quando tolerados, o que torna a alternativa B a correta.

Tema central: Metas pressóricas individualizadas
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a diretriz não define idosos frágeis como grupo para meta mais intensiva por rotina. A fragilidade impõe cautela terapêutica, e a alternativa erra ao transformar maior risco cardiovascular em indicação automática de redução mais agressiva da pressão.
B
Certa
A alternativa B traduz corretamente a recomendação central da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2020: não existe meta pressórica única para todos os pacientes hipertensos. O alvo terapêutico deve ser ajustado ao perfil clínico, e pacientes com maior risco cardiovascular podem se beneficiar de controle mais intensivo, desde que haja tolerância e segurança. O ponto técnico que sustenta a alternativa é exatamente a combinação entre individualização e possibilidade de metas mais baixas em grupos selecionados.
C
Errada
Está errada porque exercício aeróbico regular e mudança alimentar reduzem a pressão arterial por efeito próprio, independentemente de comprovar perda de pelo menos 5% do peso corporal. A alternativa exclui indevidamente o benefício anti-hipertensivo dessas medidas quando não há esse patamar de emagrecimento, o que contraria a diretriz.
D
Errada
Está errada porque a diretriz adota como referência de peso saudável IMC abaixo de 25 kg/m² em adultos; em idosos, a referência do MS é entre 22 e abaixo de 27 kg/m². Fixar meta apenas abaixo de 30 kg/m² confunde limiar de obesidade com alvo terapêutico de peso saudável e torna a recomendação permissiva demais em relação ao que a diretriz propõe.
E
Errada
Está errada porque substitutos do sal com cloreto de potássio exigem cautela na doença renal crônica avançada, especialmente nos estágios 4 e 5, devido ao risco de hipercalemia por menor excreção renal de potássio. A alternativa erra ao apresentar essa substituição como recomendada mesmo nesse contexto, sem restrição de segurança.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre 'maior risco cardiovascular' e 'meta obrigatoriamente mais intensiva' em qualquer contexto. Isso derruba a alternativa A e confirma a B, porque a diretriz exige individualização com base também em fragilidade e tolerância, não apenas em risco.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar diretriz de hipertensão, procure primeiro se ela trabalha com meta única ou meta individualizada; aqui, o eixo decisivo é individualização.
  • Em idoso frágil, não converta risco cardiovascular em intensificação automática: verifique sempre o peso da tolerabilidade e dos efeitos adversos.
  • Nas medidas não farmacológicas, diferencie benefício sobre a pressão arterial de benefício mediado exclusivamente por perda de peso.
  • Não confunda limiar diagnóstico de obesidade ou sobrepeso com meta ideal de controle ponderal recomendada pela diretriz.

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