O tratamento farmacológico da hipertensão arterial sistêmica...

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Q4039447 Medicina
O tratamento farmacológico da hipertensão arterial sistêmica é essencial para reduzir a incidência de eventos cardiovasculares e de doença renal crônica, assim como no tratamento adjuvante de doenças cardiovasculares crônicas. A escolha das classes farmacológicas, entretanto, necessita, em muitos casos, ser individualizada. Assinale a alternativa correta quanto à escolha desses fármacos.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão cobra a individualização da escolha do anti-hipertensivo conforme comorbidades. No caso, a presença de enxaqueca com necessidade de profilaxia favorece o uso de betabloqueador, que embora não seja a primeira linha universal da HAS não complicada, pode ser a classe preferida quando há indicação concomitante; isso torna a alternativa A correta e invalida as demais associações propostas.

Tema central: HAS e comorbidades
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa está correta porque reconhece um uso racional da classe além da redução da pressão arterial. Betabloqueadores não são a escolha universal inicial para hipertensão essencial sem comorbidades, mas podem ser preferidos quando existe indicação concomitante para a própria classe. A necessidade de profilaxia de enxaqueca é exatamente uma dessas situações, o que torna a escolha tecnicamente adequada.
B
Errada
Está errada porque, na doença renal crônica, a escolha deve considerar nefroproteção, e o bloqueio do sistema renina-angiotensina tem papel preferencial, especialmente na presença de albuminúria ou proteinúria. Bloqueadores de canal de cálcio podem ser usados para controle pressórico, mas não definem, junto com alfa-bloqueadores, as classes de escolha nesse cenário. Alfa-bloqueadores não são classes preferenciais para DRC.
C
Errada
Está errada porque, na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, a seleção do anti-hipertensivo deve priorizar classes com benefício prognóstico específico na insuficiência cardíaca. Bloqueadores de canal de cálcio não são classes de escolha nesse contexto, e diuréticos tiazídicos não constituem o núcleo terapêutico modificador de prognóstico da ICFEr.
D
Errada
Está errada porque doença arterial obstrutiva periférica sintomática não torna os betabloqueadores a classe anti-hipertensiva de escolha. Essa comorbidade, isoladamente, não cria indicação preferencial de betabloqueador para tratamento da hipertensão.
E
Errada
Está errada porque fibromialgia não é condição que justifique escolher alfa-bloqueadores como classe anti-hipertensiva preferencial. Não há benefício específico consolidado dessa classe para essa comorbidade que sustente essa indicação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'não ser primeira linha universal' e 'não poder ser a melhor escolha em um caso individualizado'. Na alternativa A, o detalhe decisivo não é apenas ter enxaqueca, mas precisar de profilaxia, o que cria indicação concomitante para betabloqueador.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de escolher a classe anti-hipertensiva, procure se a comorbidade dá benefício adicional concreto a algum fármaco.
  • Em DRC, diferencie simples efeito anti-hipertensivo de efeito nefroprotetor; isso muda a classe preferencial.
  • Em ICFEr, elimine alternativas que ignorem drogas com benefício prognóstico e troquem esse núcleo por classes apenas anti-hipertensivas.
  • Não transforme qualquer comorbidade associada em indicação de classe específica; a preferência precisa ter racional farmacológico claro.

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