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Q3908355 Medicina
Homem de 46 anos apresenta cefaleia progressiva e redução da libido. A ressonância magnética evidencia macroadenoma hipofisário de 2,3 cm, com compressão do quiasma óptico. Avaliação hormonal: prolactina: 85 ng/mL (VR <20), testosterona total, TSH, cortisol e IGF-1 baixos. Assinale a alternativa que indica a conduta e a interpretação mais adequadas.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em macroadenoma hipofisário de 2,3 cm com compressão do quiasma óptico, prolactina de 85 ng/mL é desproporcionalmente baixa para macroprolactinoma e favorece hiperprolactinemia por efeito de haste, em contexto de hipopituitarismo por efeito de massa. Nessa situação, a conduta preferencial é cirurgia transesfenoidal.

Tema central: Efeito de haste
Análise das alternativas
A
Errada
Erra ao chamar o quadro de macroprolactinoma. Em tumor de 2,3 cm, prolactina de 85 ng/mL é baixa demais para sustentar produção tumoral significativa de prolactina e se ajusta melhor ao efeito de haste. Por isso, não se deve assumir agonista dopaminérgico como tratamento primário com base nessa interpretação.
B
Certa
A alternativa B acerta na interpretação e na conduta. A prolactina está elevada, mas apenas de forma moderada para um tumor hipofisário de 2,3 cm, o que favorece perda da inibição dopaminérgica sobre os lactotrofos por compressão da haste hipofisária, e não secreção autônoma importante de prolactina. Além disso, testosterona total, TSH, cortisol e IGF-1 baixos reforçam hipopituitarismo por efeito compressivo de um adenoma não funcionante volumoso. Como há compressão quiasmática, a descompressão cirúrgica por via transesfenoidal é a conduta preferencial.
C
Errada
O problema principal é o diagnóstico proposto. A alternativa classifica o tumor como produtor de prolactina, mas a correlação clínico-laboratorial favorece adenoma não funcionante com hiperprolactinemia secundária por compressão da haste. A base reconhece que a conduta cirúrgica pode parecer plausível pelo efeito compressivo, mas a alternativa permanece incorreta porque a interpretação etiológica está errada.
D
Errada
Não há sustentação para adenoma misto produtor de prolactina e gonadotrofinas. A testosterona baixa não indica secreção gonadotrófica tumoral; neste contexto, traduz hipopituitarismo compressivo. Além disso, radioterapia não é a conduta inicial de escolha para macroadenoma compressivo com acometimento quiasmático.
E
Errada
Está errada porque teste de estímulo dopaminérgico não é obrigatório para definir a terapêutica neste cenário. A decisão decorre dos dados clínicos, hormonais e de imagem já suficientes para interpretar o quadro como adenoma não funcionante com efeito de haste e efeito de massa, sem justificar adiamento da abordagem de um macroadenoma com compressão quiasmática.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre prolactina elevada e prolactinoma: o erro é ignorar que, em macroadenoma grande, hiperprolactinemia apenas moderada sugere efeito de haste, não tumor prolactino-secretor.
Dica para questões semelhantes
  • Compare sempre o tamanho do adenoma com a intensidade da hiperprolactinemia; prolactina desproporcionalmente baixa para o volume tumoral favorece efeito de haste.
  • Em macroadenoma com compressão quiasmática, priorize a lógica de descompressão do efeito de massa quando o quadro não fecha com prolactinoma.
  • Hipogonadismo, TSH baixo, cortisol baixo e IGF-1 baixo em conjunto apontam para hipopituitarismo compressivo, não para adenoma misto por si só.

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