A Linguística, ciência da linguagem, é uma disciplina
recente: foi inaugurada no início do século XX. No
entanto, o interesse das pessoas pela linguagem é
bastante antigo, pode-se dizer que é anterior à invenção
da escrita. Assim como em todas as áreas do
conhecimento, antes de se constituir como ciência,
houve, nos estudos da linguagem, a abordagem da
língua com finalidades práticas. Os hindus, por motivos
religiosos, foram levados a estudar sua língua, o
Sânscrito. Para eles, o que importava é que os textos
sagrados não fossem alterados no momento de serem
cantados ou recitados durante os rituais. Em função
disso, dedicaram-se ao estudo do valor e do emprego
das palavras e fizeram descrições fonéticas e
gramaticais modelares de sua língua. A descrição do
Sânscrito foi encontrada no século XIX e contribuiu para
os estudos linguísticos. Os gregos (como Platão e
Aristóteles) realizaram profundas reflexões sobre a
origem da linguagem. Os seus estudos eram baseados
na filosofia, cujo problema essencial era elaborar uma
teoria do conhecimento que definisse as relações entre a
noção e a palavra que a designa. Em outras palavras, os
pensadores estendiam-se em longas discussões para
saber se as palavras imitam as coisas ou se os nomes
são dados por pura convenção. Aliás, podemos dizer
que este questionamento acompanha o homem na sua
história.