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Q1702368 Medicina
Estima-se, para o Brasil, biênio 2018-2019, a ocorrência de 600 mil casos novos de câncer para cada ano. Sobre o rastreamento do câncer, todas as alternativas estão corretas, exceto:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda rastreamento de câncer e práticas baseadas em evidências na investigação de tumores, avaliando o conhecimento do candidato sobre as recomendações oficiais e diretrizes atuais.

Análise da alternativa correta (letra C): A alternativa C está incorreta porque, na suspeita de câncer gástrico, o exame de escolha não é a ultrassonografia. O método indicado é a endoscopia digestiva alta, que permite visualização direta da mucosa gástrica e realização de biópsias para confirmação histopatológica. A ultrassonografia abdominal não avalia adequadamente a parede gástrica ou lesões iniciais, servindo apenas para situações muito específicas, geralmente relacionadas a estudo de metástases ou complicações, e não ao diagnóstico primário.

Além disso, a indicação de realizar ultrassonografia “mesmo na presença de drenos, feridas abertas ou suturas recentes” carece de respaldo clínico, pois essas condições podem dificultar a obtenção de imagens adequadas ou até contraindicá-la em alguns contextos de risco de infecção.

Diretrizes:
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA):
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para o diagnóstico de câncer gástrico.

Comentários sobre as demais alternativas:

A) Correta. A ultrassonografia é o método inicial e de escolha para avaliação de nódulos tireoidianos, conforme diretrizes da SBEM e do ACR, auxiliando na definição de risco e na necessidade de PAAF.

B) Correta. A coleta do exame citopatológico (Papanicolau) pode ser feita normalmente na gestação, inclusive com amostra endocervical. Não há contraindicação formal, desde que sejam usados métodos adequados e profissionais capacitados (INCA, 2017).

D) Correta. O Ministério da Saúde recomenda mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos, estratégia comprovada para desfechos favoráveis em rastreamento.

Estratégia em Provas: Atenção a pegadinhas envolvendo exames de rastreamento versus exames diagnósticos; diferencie sempre quando a questão pedir “investigação”, “screening” ou “confirmação diagnóstica”.

Referências: INCA, Ministério da Saúde, Diretrizes da SBEM e Sociedade Brasileira de Mastologia.

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A questão apresentada aborda o tema do rastreamento de diferentes tipos de câncer e as práticas recomendadas. A alternativa C é a incorreta e isso se deve ao fato de que, na suspeita de câncer de estômago, o exame ultrassonográfico não é o método de escolha primário. Geralmente, o rastreamento ou a avaliação diagnóstica do câncer de estômago é feito inicialmente por meio de uma endoscopia digestiva alta com biópsia dos tecidos suspeitos. O uso da ultrassonografia nestes casos pode ser limitado, principalmente se houver presença de drenos, feridas abertas ou suturas recentes, os quais podem interferir na obtenção de uma imagem clara e precisa do estômago. Portanto, a alternativa C sugere uma prática que não é a recomendada para o rastreamento de câncer de estômago, tornando-a a opção incorreta em comparação às demais alternativas que estão de acordo com as diretrizes e recomendações atuais para o rastreamento dos tipos de câncer mencionados.

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