Michael Balint, médico e psicanalista húngaro, filho de um m...
Michael Balint, médico e psicanalista húngaro, filho de um médico de família em Budapeste, nasceu em 1896 e faleceu em 1970. Sua teoria, voltada primordialmente para os médicos de família e comunidade, atualmente está sendo ampliada no sentido de contemplar a equipe multiprofissional envolvida com a atenção primária à saúde da população. Acerca do Grupo de Balint, podemos afirmar que:
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Tema central da questão: A questão aborda o conceito e a prática dos Grupos Balint, metodologia fundamental para discussão da relação profissional de saúde-paciente e das vivências emocionais dos profissionais na Atenção Primária à Saúde. A ênfase recai sobre a condução desse grupo e os papéis de seus membros.
Justificativa da alternativa correta (D):
Está correto afirmar que o líder dos Grupos Balint deve ser definido e pode ser um professor de medicina ou outro profissional de saúde devidamente capacitado. O papel do líder é essencial: ele possibilita o ambiente de escuta ativa, promove respeito entre os participantes, facilita a reflexão profunda das relações clínicas e mantém o foco na dimensão subjetiva do encontro médico-paciente.
Conforme destaca o Caderno HumanizaSUS: Atenção Básica (Ministério da Saúde): “O grupo deverá ser formado por médicos e enfermeiros (...). De qualquer forma, de preferência o médico e o enfermeiro devem ser da mesma equipe.” Além disso, documentos oficiais sugerem enfaticamente a necessidade de um coordenador experiente para garantir a qualidade das discussões.
Análise das alternativas incorretas:
A) “O médico como remédio” não é uma categoria balintiana formal. Embora Balint enfatize que o médico influencia o tratamento e a relação terapêutica, a frase refere-se mais a uma analogia do que a um conceito específico criado por ele.
B) Os Grupos Balint têm como premissa a participação de profissionais que atuam em saúde e têm contato direto com pacientes. Pessoas sem vivência clínica não contribuem adequadamente para a reflexão proposta no grupo, tornando essa afirmativa incorreta.
C) O objetivo do grupo não é buscar solução diagnóstica ou terapêutica dos casos. O foco recai sobre o entendimento das emoções do profissional no atendimento, não na resolução prática do caso clínico.
Dicas para provas:
Em temas como Grupos Balint, atente-se para palavras-chave que diferenciem discussão subjetiva de resolução clínica. Cuidado com alternativas que desviam para abordagens puramente técnico-diagnósticas ou afastadas da realidade clínica.
Referencie sempre os documentos oficiais e obras de apoio. No caso, o Caderno HumanizaSUS e literatura internacional sobre Balint reforçam a importância do líder experiente.
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