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Q4068899 Atualidades
Menos de dois anos de pandemia fizeram o Brasil retroceder três décadas em termos de segurança alimentar. No fim de 2020, 19,1 milhões de pessoas conviviam com a fome no país. Em 2022, são 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer, como mostra a atualização dos dados do Inquérito Nacional Sobre Insegurança Alimentar, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).
(Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2022/ 06/12/fome-cresce-atinge-33-milhoes-e-se-torna-o-maior-problema-dobrasil. Acesso em: 18/07/2022.)
No que tange às formas de insegurança alimentar, é considerada como forma grave:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O elemento decisivo era identificar a forma grave de insegurança alimentar, caracterizada por fome e possibilidade de passar um dia inteiro ou mais sem comer.

Tema central: Classificação da insegurança alimentar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve incerteza quanto à capacidade de conseguir alimentos, o que é compatível com insegurança alimentar leve. A forma grave exige fome ou privação extrema, não apenas dúvida sobre o acesso futuro.
B
Errada
Está errada porque usa um critério não classificatório: desemprego e 'meio dia' sem alimentação. A classificação técnica da forma grave não é definida por esse evento isolado nem por esse recorte temporal arbitrário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde ao critério técnico da insegurança alimentar grave: convivência com a fome no domicílio e possibilidade de ficar um dia inteiro ou mais sem consumir alimentos por falta de acesso.
D
Errada
Está errada porque menciona comprometimento da qualidade e insuficiência de quantidade ou de refeições, quadro que pode se ajustar à insegurança leve ou moderada. Falta o elemento decisivo da gravidade máxima: fome instalada e possibilidade de passar um dia inteiro ou mais sem comer.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar incerteza de acesso, piora da qualidade da alimentação ou redução de refeições como se isso, por si só, já definisse a forma grave.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa trouxer apenas incerteza de acesso a alimentos, pense em insegurança leve, não grave.
  • Se houver redução de quantidade ou ruptura do padrão alimentar sem o marcador extremo de fome, o quadro não chega automaticamente à forma grave.
  • Para identificar a forma grave, procure o núcleo classificatório: ficar sem comida, passar fome ou passar um dia inteiro ou mais sem comer.
  • Descarte critérios arbitrários que não façam parte da classificação técnica, como desemprego isolado ou 'meio dia' sem alimentação.

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