Paciente MSC, sexo feminino, 59 anos diabética há 25 anos, h...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q1685327 Medicina
Paciente MSC, sexo feminino, 59 anos diabética há 25 anos, hipertensa, portadora de gota, dislipidemia e obesa procurou a Unidade do PSF Dr. Genésio em Bom Despacho em consulta agendada para a realização de consulta de rotina. Está em uso de Hidroclorotiazida e Propranolol para HAS, Glibenclamida 5 mg duas vezes ao dia associada a Metformina 500mg 2 vezes ao dia para o Diabetes. Diabetes encontra-se descompensado com glicemia de 225 mg/dl e Hb glicada 8,3 e creatinina 1,8 mg/dl e Microalbuminúria 258 mg/dl. Marque a opção correta:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central da questão: O caso aborda o manejo clínico de paciente com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, gota, obesidade e doença renal crônica (evidenciada por creatinina elevada e albuminúria). O enfoque recai na escolha e adequação das medicações, considerando os riscos e benefícios frente às comorbidades.

Justificativa da alternativa B (correta):
A paciente usa Hidroclorotiazida (tiazídico) e Propranolol (betabloqueador) para HAS, ambos desfavoráveis em seu contexto. Tiazídicos podem aumentar glicemia e ácido úrico – piorando diabetes e gota. Betabloqueadores mascaram sintomas de hipoglicemia e agravam perfil lipídico.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Seção: Tratamento da HAS na doença renal crônica): “Os IECA ou BRA estão indicados em hipertensos com ou sem albuminúria, sendo proscrita sua associação...”.
Ou seja, trocar os anti-hipertensivos por agentes que protejam rim e cardiovascular é a conduta mais adequada!

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Errada. A metformina não age nas células beta-pancreáticas; seu mecanismo é diminuir produção hepática de glicose e sensibilizar tecidos à insulina. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, o uso da metformina depende da filtração glomerular (<30 ml/min é contraindicação), e não do tempo de doença.

C) Errada. Os IECA (ex: enalapril) e BRA (ex: losartana) NÃO devem ser usados em combinação, pois aumentam riscos de hiperpotassemia e insuficiência renal. As diretrizes (Diretrizes Brasileiras de HAS 2020, p.50) destacam: “É proscrita a associação de IECA com BRA”.

D) Errada. Apesar de aumentar a metformina (máx 2.000 mg/dia) poder ser benéfico ao controle glicêmico, a troca de glibenclamida por gliclazida não elimina risco de hipoglicemia. Ambos são sulfonilureias e exigem cautela em doença renal crônica. Preferem-se antidiabéticos com menor risco hipoglicêmico, como DPP4 ou SGLT2, conforme diretrizes atuais (Sociedade Brasileira de Diabetes).

Dica para concursos: Sempre relacione comorbidades e efeitos colaterais dos medicamentos, e lembre-se do que as diretrizes nacionais priorizam em proteção de órgão-alvo. Fique atento a associações proscritas em cardiologia e nefrologia.

Resumo: A alternativa B está correta pois propõe adequação racional dos anti-hipertensivos, visando manejo global e proteção renal. Isso é respaldado pelas principais diretrizes nacionais e internacionais de clínica médica.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A opção correta é a alternativa B: em virtude das comorbidades da paciente, poderia ser indicada a troca das drogas anti-hipertensivas. A paciente apresenta várias comorbidades, incluindo hipertensão e diabetes descompensado, o que aumenta o risco de lesão de órgãos alvo, como os rins. As drogas anti-hipertensivas utilizadas pela paciente, hidroclorotiazida e propranolol, podem piorar a função renal e, portanto, devem ser substituídas por outras drogas que protejam os rins. A suspensão da metformina não é uma boa conduta, pois essa droga é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento do diabetes. A opção C poderia ser considerada, mas a associação de inibidores da enzima conversora de angiotensina (como o enalapril) e antagonistas dos receptores de angiotensina II (como o losartan) pode aumentar o risco de efeitos adversos renais. A opção D não é a melhor prática, já que a glibenclamida é uma droga eficaz no controle glicêmico e o aumento da dose máxima de metformina pode aumentar o risco de efeitos colaterais.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo