No início do segundo parágrafo, o trecho “Passaram-se” poder...
1 O homem habita a Amazônia há mais de 11.000 anos.
No entanto, foi só no século XVI que o rio Amazonas foi
navegado pela primeira vez, pelo explorador e conquistador
4 espanhol Don Francisco de Orellana (1511-1546). Em busca de
vastas florestas de canela e da lendária cidade do ouro El
Dorado, Orellana deixou Quito, no Equador, em fevereiro de
7 1541. Não encontrou nem canela nem ouro, e, sim, o maior rio
da Terra. O explorador batizou o rio “recém-descoberto” de rio
de Orellana. Tal nome depois seria abandonado em troca do
10 nome rio Amazonas, inspirado na mítica tribo de guerreiras.
Passaram-se muitos anos até a Amazônia receber uma
nova expedição — a primeira a subir o rio inteiro. Entre 1637
13 e 1638, as primeiras informações detalhadas sobre a região, sua
história natural e seu povo foram registradas pelo Padre
Cristóvão de Acuña, que viajou como membro de uma grande
16 expedição comandada pelo general português Pedro Teixeira.
Ele registrou dados de impressionante precisão acerca da
extensão e do tamanho do rio Amazonas, e da topografia de seu
19 curso, com descrições detalhadas das áreas de floresta
inundada ao longo do rio, da fauna aquática, dos sistemas
agrícolas e das plantações dos povos indígenas.
Internet: <www.wwf.org> (com adaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos e à tipologia do texto acima, julgue os itens que se seguem.
No início do segundo parágrafo, o trecho “Passaram-se” poderia ser corretamente substituído por Se passou, porque o sujeito da oração está posposto.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E (Errado)
Tema central da questão: A questão aborda o uso correto da voz passiva sintética e o fenômeno da indeterminação do sujeito em português. É um ponto fundamental em concursos, pois envolve normas gramaticais sobre concordância verbal e estrutura da oração.
Resumo teórico: Em português, a expressão “Passaram-se muitos anos” está corretamente construída porque:
- O verbo “passaram-se” está na voz passiva sintética (verbo + pronome “se”), e o sujeito (“muitos anos”) vem depois do verbo (sujeito posposto), exigindo que o verbo concorde em número com esse sujeito.
- O uso de “se passou” só seria aceito se o sujeito fosse singular e explícito (ex: “Se passou um ano”), mas, mesmo assim, em português culto padrão, a construção mais recomendada é com o verbo concordando com o sujeito posposto, especialmente quando este é plural (“Passaram-se muitos anos”), conforme a Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra e as normas da Gramática Normativa da Língua Portuguesa.
Justificativa da alternativa correta: O item está ERRADO porque, apesar do sujeito estar posposto (“muitos anos”), o verbo deve concordar com ele em número: “Passaram-se muitos anos”. A forma “Se passou muitos anos” apresenta erro de concordância verbal, pois o verbo está no singular e o sujeito (“muitos anos”) está no plural, o que não é admitido na norma culta.
Estratégia de interpretação: Sempre que o enunciado sugerir uma troca de estrutura verbal, verifique quem é o sujeito da oração e faça a concordância correta. Atenção para pegadinhas que sugerem “se passou” com sujeito plural: lembre que verbo e sujeito devem concordar em número, mesmo que o sujeito venha depois do verbo.
Resumo final: O uso de “Se passou muitos anos” está incorreto porque fere a regra de concordância verbal com sujeito posposto plural. Portanto, a alternativa é ERRADA.
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