Mesmo quando 'ocorre' o contágio, a peste bubônica 'é' trata...

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Q2580589 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 6.

A peste bubônica e o sistema imunológico humano

Observada com o microscópio, a bactéria Yersinia pestis não parece ter nada de especial. Seu formato está mais ou menos dentro dos padrões das bactérias − uma espécie de bastão curto com extremidades arredondadas. Ela também é relativamente imóvel.

Mas essa bactéria é a responsável por uma doença que chegou a varrer um terço da população da Europa e causou milhões de mortes em todo o mundo.

A simples menção da peste bubônica provoca medo e fascinação até hoje. Atualmente, a doença é incrivelmente rara nos Estados Unidos e na Europa − em grande parte, graças às mudanças de estilo de vida que evitam sua transmissão das pulgas infectadas para os seres humanos com tanta facilidade.

O caso mais recente é de um homem no Estado americano que contraiu peste bubônica do seu gato de estimação. Esta notícia não é uma surpresa muito grande para o geneticista evolutivo Paul Norman.

"Existem pequenos bolsões da peste nos Estados Unidos", segundo ele. Ela ainda circula em animais selvagens, como esquilos e cães da pradaria.

A doença é mais comum em certas partes do mundo, como Madagascar. O Brasil não registra casos de peste em seres humanos desde 2005, segundo o site do Ministério da Saúde.

Embora seja relativamente rara em comparação ao passado, a peste bubônica deixou sua marca na espécie humana, sendo encontrada no genoma das pessoas nos dias de hoje.

A Yersinia pestis infectou a espécie humana por milhares de anos. Evidências da bactéria foram encontradas no DNA de esqueletos datados de quatro mil anos atrás.

No início dos anos 1300, uma linhagem da bactéria explodiu na Europa, causando a chamada Peste Negra.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nmvjdkngpo.adaptado.

Mesmo quando 'ocorre' o contágio, a peste bubônica 'é' tratada com facilidade, usando antibióticos para salvar a vida das pessoas.

Conjugando os verbos destacados no pretérito mais que perfeito do indicativo, tem-se:

Alternativas

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Comentário do Gabarito:

Tema central: Esta questão aborda morfologia verbal, especificamente a conjugação dos verbos no pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Esse tempo verbal, pela norma-padrão, é utilizado para indicar uma ação acontecida antes de outra já ocorrida no passado, ou seja, é o chamado “passado do passado” (conforme celso Cunha & Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo).

A alternativa correta é a A:

“Mesmo quando ocorrera o contágio, a peste bubônica fora tratada com facilidade...”

Nessa frase, os verbos ocorrera e fora estão conjugados no pretérito mais-que-perfeito do indicativo:

  • Ocorrer: Eu ocorrera, tu ocorreras, ele ocorrera.
  • Ser: Eu fora, tu foras, ele fora.

Assim, a alternativa apresenta rigor gramatical em relação à norma culta, conforme explicitado por Bechara (Moderna Gramática Portuguesa).

Análise das alternativas incorretas:

  • B – Usa o pretérito imperfeito do indicativo (“ocorria”, “era”), que indica hábito ou ação contínua no passado, não uma anterioridade.
  • C – Usa o pretérito perfeito (“ocorreu”, “foi”), que apenas expressa uma ação finalizada, sem relação temporal com outro passado.
  • D – Usa o futuro do pretérito (“ocorreria”, “seria”), que expressa ideia de condição ou possibilidade, inadequado ao contexto pedido.
  • E – Usa o pretérito imperfeito do subjuntivo (“ocorresse”, “fosse”), relacionado a hipótese, não à cronologia de ações já realizadas no passado.

Dica para provas: Ao pedir conjugação em determinado tempo verbal, atenção aos detalhes terminativos dos verbos e ao sentido de anterioridade (ação anterior a outra passada = pretérito mais-que-perfeito do indicativo). Fique atento a “pegadinhas” com tempos próximos ou semelhantes, pois são comuns em concursos! Exemplos: “ocorrera”/“ocorria”/“ocorresse”.

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pretérito mais que perfeito do indicativo = ra

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