A exposição à radiação está presente no cotidiano da Cirurgi...
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Tema central da questão: O foco é a radiossensibilidade dos tecidos e órgãos humanos, conceito fundamental na prática médica, sobretudo na Cirurgia Vascular, onde há constante exposição à radiação ionizante durante procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
Fundamento para a alternativa correta (C - Mama):
A sensibilidade de um órgão à radiação está associada à sua taxa de proliferação celular e diferenciação. Tecidos com rápida multiplicação celular são mais vulneráveis. Segundo referências acadêmicas e organismos como a Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP), órgãos como medula óssea e tecido mamário estão entre os de maior radiossensibilidade.
Na prática, mamas são altamente suscetíveis, especialmente em relação ao risco de neoplasias, como confirmado em protocolos de proteção radiológica: “o tecido mamário feminino apresenta elevada sensibilidade à indução de câncer por radiação” (ICRP 103, tradução adaptada). Por isso, há rigorosas recomendações para proteção durante exames radiológicos em mulheres jovens.
Embora a medula óssea apresente radiossensibilidade superior em termos hematopoiéticos, a questão exigiu atenção ao contexto clínico: a mama é frequentemente destacada por seu alto risco de efeitos estocásticos (carcinogênicos) em ambientes cirúrgicos e radiológicos.
Análise das alternativas incorretas:
- Fígado: Tem baixa radiossensibilidade, sendo relativamente resistente à radiação em doses habituais ambientais ou ocupacionais.
- Pulmão: Apresenta sensibilidade intermediária; apesar do risco de pneumonite por radiação, não é o órgão mais sensível na lista.
- Medula óssea: Tecnicamente, é o órgão mais radiossensível em termos hematopoiéticos (lesão pode causar pancitopenia); porém, a questão pode ter focado nos riscos ocupacionais para cirurgia, onde o câncer de mama é destaque.
- Tireoide: Alta incidência de câncer induzido por radiação (especialmente em crianças), mas sua radiossensibilidade absoluta é considerada menor do que a da mama em mulheres adultas.
Dicas de prova:
Fique atento a palavras-chave do enunciado e ao público-alvo (por exemplo, mulheres jovens em ambiente cirúrgico), pois pode direcionar para órgãos de maior preocupação clínica, mesmo quando a literatura básica sugere padrão diferente. Sempre confira a interpretação da banca.
Referência: Protocolos da ICRP n° 103 e literatura clássica como Harrison's Principles of Internal Medicine (Radiosensitivity of tissues section), além de recomendações para proteção radiológica do Ministério da Saúde.
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