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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2025 - USP - Terapeuta Ocupacional |
Q3543189 Terapia Ocupacional
A atividade pode ser compreendida como instrumental privilegiado na prática de terapeutas ocupacionais. As concepções formuladas por autores norte-americanos tiveram grande influência e ainda repercutem na formação de terapeutas ocupacionais brasileiros. Gail Fidler e Jay Fidler, partindo de uma perspectiva psicanalítica, compreendiam que o uso da psicodinâmica das atividades ou dos objetos conferem unidade ao campo da terapia ocupacional. Em consequência, a análise de atividades, a partir desse pressuposto, teria como propósito a compreensão das características psicodinâmicas de uma determinada atividade. Nos anos 1990, a terapeuta ocupacional Jô Benetton elaborou uma das principais críticas a essa concepção de atividade. De acordo com Castro e colaboradoras (2004), em que consiste tal crítica?
Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central da questão: A questão aborda a crítica de Jô Benetton à concepção psicodinâmica da atividade em Terapia Ocupacional, especialmente a influência de autores norte-americanos como Gail e Jay Fidler. É fundamental compreender como as interpretações sobre o significado das atividades afetam tanto a análise quanto a prática profissional.

Resumo teórico: No início da Terapia Ocupacional, predominavam modelos que atribuíam à atividade um significado simbólico prévio, baseado em abordagens psicodinâmicas (psicanálise). Fidler e Fidler entendiam que o objeto ou atividade possuía, por si, uma dimensão simbólica ou psicodinâmica, como se esse significado estivesse "dentro" da atividade e pudesse ser identificado universalmente. Jô Benetton (conforme Castro et al., 2004) critica essa visão, defendendo que o significado simbólico depende da experiência individual, sendo produzido a partir da vivência de cada sujeito e não determinado a priori.

Justificativa da alternativa correta (C): A alternativa C está correta porque evidencia a principal crítica de Benetton: a psicodinâmica ocorre no indivíduo, não é intrínseca à atividade. Assim, os significados simbólicos das atividades não podem ser fixados antecipadamente; são construídos a partir das histórias, contextos e subjetividades dos sujeitos. Isso está alinhado com concepções contemporâneas e críticas na área (Castro et al., 2004).

Análise das alternativas incorretas:

A: Incorreta, pois os modelos psicodinâmicos não desconsideram o mundo simbólico, mas sim supervalorizam significados predefinidos das atividades.

B: Parcialmente correta, mas superficial. Embora a abordagem psicodinâmica enfatize o aspecto psíquico, a crítica de Benetton é mais profunda: não é só negligência de elementos físicos/sociais, mas sim a ideia equivocada de que o significado já está na atividade.

D: Errada, pois a crítica de Benetton não se refere a aspectos filogenéticos ou ontogenéticos, mas sim ao modo de atribuir significado simbólico.

E: Incorreta, pois trata de funcionalidade e sentido, não do debate simbólico e psicodinâmico abordado por Benetton e Castro et al.

Dica de interpretação: Sempre busque identificar termos centrais no enunciado ("psicodinâmica", "significados simbólicos", "crítica"), e relacione-os com os conceitos teóricos estudados. Fique atento a respostas que propõem aprofundamento ou ruptura teórica, como fez Benetton.

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