Paciente de 42 anos, sexo feminino, dá entrada na emergência...

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Q2040063 Medicina
Paciente de 42 anos, sexo feminino, dá entrada na emergência com dor e edema no membro inferior esquerdo, de início há cerca de dois dias. Gesta 2 Para 2, nega alergias, nega viagens longas recentes. Ao exame físico, observa-se preservação da temperatura, pulsos femorais e poplíteos presentes, pulsos podálicos de difícil palpação. Solicitado Eco Color Doppler (Duplex Scan) Venoso Profundo dos membros inferiores, é diagnosticada trombose fêmoro-poplítea esquerda.
A principal hipótese diagnóstica e o exame a ser solicitado são, respectivamente,
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico etiológico da trombose venosa profunda (TVP) em paciente sem fatores de risco clássicos, valorizando a identificação de causas secundárias, especialmente trombofilias adquiridas, como a Síndrome Antifosfolipídica (SAF).

Fundamento da alternativa correta – B) “Síndrome Antifosfolipídica e coagulograma”
A paciente apresenta TVP aguda sem histórico de imobilização, cirurgias recentes, viagens prolongadas ou outros fatores clássicos. Em adultos relativamente jovens (menos que 50 anos), é recomendado investigar causas trombofílicas, principalmente se não existem fatores de risco aparentes.
A SAF é uma síndrome autoimune caracterizada pela ocorrência de tromboses arteriais e/ou venosas associadas à presença de anticorpos antifosfolipídicos. Conforme consta no Projeto Diretrizes AMB/CFM, página 8: “Requer a presença de um critério clínico e um critério laboratorial” para o diagnóstico, sendo a trombose profunda um dos principais critérios clínicos.
O coagulograma pode revelar alterações (ex: prolongamento do TTPA), auxiliando no rastreio inicial; se alterado, direciona à investigação com exames específicos para anticorpos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Síndrome do Ligamento Arqueado e ressonância magnética: A compressão do ligamento arqueado do diafragma pode causar sintomas vasculares, mas tipicamente não leva a trombose venosa profunda; a apresentação clínica é diferente.

C) Síndrome Nutcracker e angiotomografia: Refere-se à compressão da veia renal esquerda, usualmente levando a hematúria e dor lombar, não associada à trombose de membros inferiores.

D) Síndrome de May-Thurner e angiotomografia: Embora cause trombose de MIE por compressão da veia ilíaca, a descrição clínica do caso não sugere compressão anatômica; o exame inicial seria o Duplex Scan, já realizado.

E) Insuficiência Venosa Crônica e fotopletismografia: Evoca quadro arrastado, com edema e sintomas de longa duração, não compatível com quadro agudo de TVP.

Dicas e Pegadinhas: O foco da questão era identificar trombofilias secundárias, já que não havia fatores de risco transitórios. Fique atento a casos em jovens com eventos trombóticos “sem explicação” — sempre pense em SAF, principalmente se houver recorrência ou história gestacional adversa.

Segundo o MSD Manual e o Projeto Diretrizes AMB/CFM, o coagulograma é um exame de triagem inicial pertinente, especialmente quando há suspeita de alteração laboratorial como o anticoagulante lúpico.

Resumo: TVP em paciente jovem sem fatores de risco = investigar trombofilias. SAF é a principal hipótese. Coagulograma é parte inicial do rastreio.

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A principal hipótese diagnóstica é a Síndrome Antifosfolipídica e o exame a ser solicitado é o coagulograma. A Síndrome Antifosfolipídica é uma doença autoimune que pode causar trombose venosa profunda, sendo mais comum em mulheres jovens. O coagulograma é um exame que avalia a coagulação sanguínea e pode detectar alterações que favorecem a formação de coágulos, como é o caso dessa paciente. As outras opções de resposta não estão relacionadas com os sintomas e achados clínicos apresentados. É importante realizar o diagnóstico correto para um tratamento adequado e evitar complicações graves, como embolia pulmonar.

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