“Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o c...

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Q3953716 Português
    Aristóteles afirmava que o coração era o órgão responsável pela consciência, pela sensação e pelo movimento, e que o cérebro era uma espécie de “radiador” que servia apenas para resfriar o coração. 
    Passados 2.500 anos, essa hipótese pode ser refutada imediatamente por estudos na área das neurociências: é o cérebro que, por meio da complexidade de suas rugas, dobras e tipos celulares, coordena as funções cognitivas e as “automáticas”, como os batimentos do coração e a respiração. Uma reviravolta sem tamanho em relação ao que postulava o filósofo grego. Como disse Karl Popper, um dos maiores filósofos da ciência, “a ciência produz teorias falseáveis, que serão válidas enquanto não refutadas”.
    Hoje, se você perguntar a qualquer pessoa (incluindo neurocientistas) qual é o “chefe” do nosso corpo, a resposta muito provavelmente vai ser: o cérebro. Porém, novos estudos têm posto em dúvida sua hegemonia como órgão de controle, e quem vem ganhando força é uma região quase tão misteriosa quanto o cérebro: o intestino.
    O intestino tem sido chamado de “o nosso segundo cérebro”, e de fato existe uma abundância de células nervosas vivendo em nossas entranhas. Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.
    O cérebro e o intestino podem trabalhar juntos ditando nossos pensamentos e ações. Então é possível dizer que o intestino interfere no funcionamento do cérebro e vice-versa, e atualmente até existe uma área de pesquisa voltada somente para o tão falado eixo intestino-cérebro.
    Mas essa história de eixo cérebro-intestino tem potencial de ficar ainda mais interessante: existem evidências científicas de que as bactérias intestinais comandariam o sistema nervoso intestinal e o central. O que parece ser mais extravagante do que a ideia inicial de Aristóteles vem se confirmando, pois estudos demonstram que a microbiota intestinal é capaz de modular nosso comportamento. O intestino humano é colonizado por nada mais nada menos do que surpreendentes 100 trilhões de microrganismos vivos, em sua grande maioria bactérias.
    Estudos recentes reforçam a ideia de que a microbiota intestinal influencia o cérebro e podem provocar uma revolução no tratamento de distúrbios mentais, especialmente diante das dificuldades da neurofarmacologia em fazer medicamentos atravessarem as barreiras cerebrais. A possibilidade de atuar indiretamente no cérebro por meio do intestino, utilizando bactérias e seus metabólitos como mediadores, abre novos caminhos para o desenvolvimento de fármacos. Esse cenário leva até a questionar o conceito de livre-arbítrio, já que organismos microscópicos podem exercer um controle silencioso sobre nossos pensamentos e comportamentos.

Fonte: Folha de São Paulo. Adaptado.  
“Os neurônios intestinais mantêm um contato direto com o cérebro, podendo ter impacto em nosso comportamento.” (4º parágrafo). Nesse segmento do texto, há um total de: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A resolução depende da classificação morfológica contextual do trecho citado, em que a contagem deve considerar apenas os vocábulos que exercem função de artigo e de preposição. No segmento, “Os”, “um” e “o” são artigos; “com” e “em” são preposições; e “nosso” é pronome possessivo, não artigo. Assim, o total é 3 artigos e 2 preposições, o que confirma a alternativa B.

Tema central: contagem de artigos e preposições
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao indicar 4 artigos. No trecho, só há 3: “Os”, “um” e “o”. As 2 preposições estão corretas se consideradas “com” e “em”, mas a alternativa fica invalidada pela supercontagem dos artigos. O erro específico é contar como artigo um vocábulo que não é artigo, especialmente “nosso”, que é pronome possessivo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde exatamente à contagem das palavras que, nesse segmento, exercem função de artigo e de preposição. Os artigos são “Os”, em “Os neurônios intestinais”, “um”, em “um contato direto”, e “o”, em “com o cérebro”. As preposições são “com” e “em”. O ponto decisivo é não incluir “nosso” entre os artigos, pois ele exerce valor de pronome possessivo em “nosso comportamento”.
C
Errada
A alternativa está errada em dois pontos: reduz os artigos para 2 e aumenta as preposições para 3. Isso contraria a classificação do segmento, em que “um” deve ser reconhecido como artigo indefinido, somando 3 artigos no total, e em que apenas “com” e “em” são preposições. Não há base no trecho para contar uma terceira preposição.
D
Errada
A alternativa acerta a quantidade de preposições, porque realmente há 2: “com” e “em”. Porém erra a quantidade de artigos, que são 3, não 4. O critério que elimina a opção é o mesmo: “nosso” acompanha substantivo, mas não é artigo; é pronome possessivo.
Pegadinha da questão
A confusão real está em tratar “nosso” como artigo só porque ele determina o substantivo “comportamento”. A banca explora a diferença entre determinante nominal e artigo.
Dica para questões semelhantes
  • Conte apenas as palavras que, naquele contexto, exercem função de artigo ou de preposição.
  • Se a palavra acompanha substantivo, isso não basta para ser artigo; verifique se ela é pronome, como em “nosso comportamento”.
  • Não deixe de identificar “um” como artigo indefinido quando ele determina diretamente um substantivo.
  • Restrinja a contagem ao segmento transcrito no comando, sem ampliar para o restante do parágrafo.

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Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Artigos: Os, Um, O;

Preposição: Com, Em;

 alternativa correta é a B.

Contagem no trecho:

Artigos

  • Os
  • um
  • o

Total: 03 artigos

Preposições

  • com
  • em

Total: 02 preposições

Resposta: B) 03 artigos e 02 preposições.

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