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Q2317750 Medicina
Em um trauma ureteral, com perda de 7 cm de sua porção distal, a melhor opção terapêutica a ser adotada é:
Alternativas

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Tema central: O tema envolve reconstrução ureteral após trauma com perda de segmento distal. É crucial que o médico saiba individualizar as opções cirúrgicas segundo a extensão da lesão, fundamental para o concurso de Urologia.

Justificativa da alternativa correta (D - Boari com reimplante):
Quando se perde cerca de 7 cm da porção distal do ureter, as técnicas convencionais de reimplante não conseguem alcançar a bexiga sem tensão, arriscando falha na anastomose. O retalho vesical de Boari permite a criação de um tubo com tecido da própria bexiga, que alcança e se conecta ao ureter remanescente, restaurando a passagem urinária de maneira segura. Segundo Campbell-Walsh Urology (12ª edição, cap. 121): “A ureteroplastia com retalho de Boari é indicada quando há perda extensa do ureter distal, especialmente acima de 5-6 cm.” Isso previne tração e complicações obstrutivas, sendo procedimento padrão quando a bexiga possui boa capacidade e elasticidade.

Análise das alternativas incorretas:

A) Ureteroneocistostomia a Politano-Leadbetter:
Técnica clássica para refluxo vesicoureteral ou lesões muito distais e de poucos centímetros. Não indicada para perdas longas, pois não alcança sem tensão.

B) Ureteroneocistostomia a Gregoir:
Semelhante à anterior, com abordagem extravesical. Indicada apenas quando a distância ureter-bexiga é pequena. Falha em lesões maiores que 4-5 cm.

C) Bexiga psóica com reimplante:
Mobiliza a bexiga em direção ao psoas para ganhar alguns centímetros, mas ainda insuficiente para perdas acima de 5-6 cm. É aplicável para déficits moderados.

D) Boari com reimplante:
Correta. Única capaz de restaurar o ureter distal em perdas extensas, com baixo risco de estenose.

Estratégias para provas: Fique atento ao comprimento da lesão ureteral; perdas acima de 5 cm geralmente exigem técnicas com substituição tecidual, como Boari. Pegadinhas: confundir técnicas de simples reimplante com aquelas para perdas extensas!

Resumo das diretrizes: Obras como o Campbell-Walsh Urology e revisões no UpToDate reafirmam: “Retalho vesical de Boari é a cirurgia de escolha para perdas distais significativas.”

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A questão aborda o tratamento de um trauma ureteral onde há uma perda significativa da porção distal do ureter, especificamente 7 cm. Para reparar esse tipo de lesão, diversas técnicas cirúrgicas podem ser consideradas, dependendo da extensão do dano e da localização da lesão. As opções A e B são técnicas de ureteroneocistostomia, que envolvem a reimplantação do ureter na bexiga. A técnica Politano-Leadbetter (A) e a técnica Gregoir (B) são comumente utilizadas para lesões mais próximas do trígono vesical, e em situações onde há menos perda de tecido ureteral. A opção C, bexiga psóica com reimplante, não é uma opção comum e o termo "psóica" parece estar fora de contexto, talvez seja um erro de digitação e se refere à "psoica", aludindo a procedimentos relacionados ao músculo psoas; todavia, a técnica não é adequada para o reparo de uma perda de 7 cm do ureter. A resposta correta é a opção D, o flap de Boari, que é uma técnica utilizada quando há perda significativa de tecido do ureter distal, e consiste em criar um tubo a partir da parede da bexiga (flap) que será conectado ao ureter remanescente. Este procedimento permite a reimplantação do ureter na bexiga apesar da perda extensa de tecido, e é, portanto, a melhor opção para o caso descrito na questão.

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