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Q2405489 Medicina
Somente achados clínicos isolados apresentam desempenho insatisfatório para o diagnóstico de trombose venosa profunda (TVP); o uso de critérios específicos são um grande auxílio. Dentre esses critérios, o de Wells para TVP é o de melhor validação. Sobre o assunto, assinale a alternativa que descreve corretamente, segundo o critério de Wells, o quadro de um paciente com alta probabilidade de diagnóstico de TVP.
Alternativas

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Tema central: Probabilidade pré-teste de trombose venosa profunda (TVP) usando o Critério de Wells, que orienta a necessidade de exames (D-dímero, USG compressiva) e a conduta inicial.

Como funciona o Wells (modelo 3 níveis): soma-se 1 ponto para: neoplasia ativa; paralisia/paresia ou imobilização de MI com gesso; acamado >3 dias ou cirurgia maior nas últimas 12 semanas com anestesia; dor à palpação no trajeto venoso profundo; aumento de panturrilha ≥3 cm (10 cm abaixo da tuberosidade tibial); edema depressível (pitting) restrito ao membro sintomático; edema de todo o membro; veias colaterais superficiais; TVP prévia. Subtrai-se 2 se houver diagnóstico alternativo tão provável quanto. Alta probabilidade: ≥3 pontos (modelo 3 níveis). Referências: Harrison’s; UpToDate; ACCP/Chest; Diretrizes SBACV.

Gabarito: B. A alternativa descreve neoplasia ativa (+1), edema depressível restrito ao membro sintomático (+1) e paresia (+1). Total = 3 pontosalta probabilidade de TVP segundo Wells. Isso justifica investigação imediata com ultrassonografia venosa com compressão e, conforme o caso, início precoce de anticoagulação (ACCP/Chest; UpToDate).

Análise das alternativas incorretas

A – Dor à palpação no trajeto venoso (+1) e panturrilha ≥3 cm (+1) somam 2 pontosprobabilidade intermediária, não alta. Falta pelo menos mais um critério.

C – “Grande cirurgia < 4 semanas” vale +1 (o Wells considera cirurgia maior nas últimas 12 semanas com anestesia). Tabagismo não pontua no Wells. Total ≤1 → não é alta probabilidade.

DGestação não pontua no Wells. “Restrita ao leito ≥3 dias” (+1). “Imobilização de extremidade” só pontua quando há imobilização de MI com gesso (+1). Assim, no máximo 2 pontos → probabilidade intermediária.

Estratégia para a prova: diferencie fatores de risco de itens que realmente pontuam no Wells. Gestação e tabagismo aumentam risco, mas não somam pontos. Procure combinações que atinjam ≥3.

Diagnóstico prático: - Baixa/intermediária + D-dímero negativo → TVP excluída. - Alta probabilidade (≥3) → realizar USG com compressão prioritariamente; D-dímero isolado não é suficiente (Harrison’s; UpToDate; SBACV).

Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Diagnosis of DVT); ACCP/Chest Guidelines (VTE); Diretrizes da SBACV para Doença Venosa.

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O critério de Wells é uma ferramenta clínica usada para estimar a probabilidade de um paciente ter trombose venosa profunda (TVP). Este critério inclui uma série de características clínicas e situações de risco. A alternativa B descreve um cenário que se alinha bem com vários pontos dos critérios de Wells para uma alta probabilidade de TVP: a presença de uma neoplasia ativa (que é um fator de risco para TVP), edema depressível confinado ao membro sintomático (um sinal clássico de TVP), e paresia de extremidades (paralisia parcial que pode contribuir para estase venosa e formação de coágulos). As outras opções, embora possam estar associadas a fatores de risco para TVP, não combinam especificamente como a alternativa B os fatores que pontuariam mais alto na escala de Wells. Por exemplo, a alternativa A foca em sinais locais, mas não abrange outros fatores de risco sistêmicos. A alternativa C menciona fatores de risco como tabagismo e cirurgia recente, mas não especifica sinais ou sintomas localizados. A alternativa D, apesar de mencionar imobilização (um fator de risco), é insuficiente sem mais informações sobre o quadro clínico. Portanto, a alternativa B é a mais correta porque compreende uma combinação de fatores que, segundo o critério de Wells, aumentam significativamente a probabilidade de um diagnóstico de TVP.

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